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domingo, 28 de junho de 2015

O que é Ressurreição?


Ressurreição
Ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar.
Retorno da morte à vida.

Ressurreição (em latim: resurrectio, em grego: anastasis) significa literalmente "levantar; erguer". Esta palavra é usada com frequência nas Escrituras bíblicas, referindo à ressurreição dos mortos. No seio do povo hebreu, a palavra correlata designava diversos fenômenos que eram confundidos na mentalidade da época. O seu significado literal é voltar à vida; assim, o ato de uma pessoa considerada morta viver novamente era chamado ressurreição, que é a reencarnação espiritual no mesmo corpo, como ocorreu com Jesus Cristo no terceiro dia após sua crucificação, segundo Atos dos Apóstolos, ou na ressurreição de Lázaro, no quarto dia (já em decomposição adiantada do seu corpo que foi restaurado totalmente por Jesus Cristo) relatado segundo livros dos quatro evangelistas, livros de Matheus, Marcos, Lucas e João, na Bíblia Cristã.
A ressurreição é considerada por muitos teólogos como base para o cristianismo, já que Jesus, segundo a Bíblia, ressuscitou pessoas e ressuscitou. Entre os relatos mais conhecidos está a ressurreição de Lázaro, que teria voltado à vida após quatro dias de sua morte. O Novo Testamento relata também o caso da filha de Jairo, um dos milagres de Jesus.
Além disso no livro do Apocalipse da Bíblia Cristã, existe uma conotação escatológica para esse termo, que é a ressurreição dos mortos para o julgamento de todos os seres viventes, nos seus devidos corpos, por Deus no dia do Juízo Final.

Ressurreição dos mortos
Ressurreição dos mortos, a crença de que os mortos irão ser trazidos de volta à vida, é um componente comum de diversas escatologias, principalmente a cristã, islâmica e judaica.
A mais antiga referência na Bíblia hebraica de alguém "subindo" do sheol está na Canção de Ana (I Samuel 2:6). Porém, os comentaristas bíblicos geralmente indicam que este trecho deve ser lido de forma figurativa e não enxergam nele uma expectativa literal de Deus "descendo e subindo" ao Sheol1 . Passagens sobre a ressurreição antes do Livro de Daniel lidam principalmente da "ressurreição nacional", como é o caso de «Os teus mortos viverão; os meus cadáveres ressuscitarão» (Isaías 26:19)2 . Esta passagem em Isaías tornou-se depois um ponto de discussão rabínica sobre a ressurreição3 . Ressurreições temporárias de indivíduos estão por toda a Bíblia, como é o caso de Elias e o filho da viúva em Sarepta: «Vê, teu filho vive!» (I Reis 17:23) Eliseu e a mulher sunamita: «Toma teu filho!» (II Reis 4:36) ou o contato com os ossos de Eliseu revivendo uma uma mulher: «tanto que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés» (II Reis 13:21).
De acordo com a Enciclopédia Judaica , o tópico aparece ainda em Jó 14:13-15, Jó 19:25-26, Ezequiel 37:5 e Daniel 12:1-4.
No período do Segundo Templo, há uma ampliação das doutrinas judaicas. O conceito de ressurreição do corpo físico aparece em II Macabeus, segundo o qual o evento irá ocorrer pela recriação da carne (II Macabeus 7:11, 28). A ressurreição dos mortos também aparece em detalhes nos livros não-canônicos de Enoque (I Enoque 61:2, 5), o Apocalipse de Baruque (II Baruque 50:2; II Baruque 51:5) e II Esdras. De acordo com o estudioso do judaísmo antigo, o britânico Philip R. Davies, há "pouca ou nenhuma evidência clara...seja para a imortalidade ou para a ressurreição dos mortos" nos Manuscritos do Mar Morto .
Tanto Flávio Josefo quanto os registros do Novo Testamento relatam que os saduceus não acreditavam numa vida após a morte6 , mas as fontes divergem sobre as crenças dos fariseus. O Novo Testamento alega que eles acreditavam na ressurreição, mas não especifica se o conceito incluía o corpo, a alma ou ambos (Atos 23:8). De acordo com Josefo, que era fariseu, os fariseus defendiam que apenas a alma era imortal e somente as almas dos bons serão reincarnadas e "passarão para outros corpos" enquanto que "as almas dos maus irão sofrer a punição eterna"7 . O apóstolo Paulo, que também era fariseu (Atos 23:6; Atos 26:5), acreditava na ressurreição apenas de um corpo "espiritual", negando que o evento incluisse carne e osso (I Coríntios 1:29, I Coríntios 15:44, 50, Colossenses 2:11). O Jubileu parece fazer referência à ressurreição da alma apenas ou à uma ideia mais geral de uma alma imortal (Jubileu 23:31).
A ressurreição é uma crença centra da Mishná e é expressada em diversas ocasiões na liturgia judaica, como na oração matinal]] (Elohai Neshamah), na Shemoneh 'Esreh nos serviços funerários9 . Para Maimonides, o décimo-terceiro e último de seus artigos de fé era: "Eu acredito firmemente que irá ocorrer um reavivamento dos mortos no momento que agradar o Criador, louvado seja Seu nome".
De acordo com Herbert C. Brichto, escrevendo para o Hebrew Union College Annual, do judaísmo reformador, o túmulo familiar é um conceito central para entender a visão da Bíblia judaica sobre a vida após a morte. Ele afirma que "não é meramente um respeito sentimental pelos restos físicos que é... a motivação da prática, mas, ao invés disso, uma conexão assumida entre a sepultura adequada e a condição de felicidade do morto na vida após a morte".
De acordo com Brichto, os primeiros israelitas acreditavam que os túmulos da família ou da tribo, unidos, e que esta coletividade unida é o que o termo hebraico sheol significa, o "túmulo coletivo dos humanos". Embora o termo não seja bem definido na Tanakh, o sheol seria um mundo subterrâneo para onde as almas dos mortos iriam depois que o corpo morre. Os babilônios tinham um mundo subterrâneo similar chamado Aralu e os gregos também, o Hades.

Novo Testamento
Nos textos mais antigos do Novo Testamento, as epístolas paulinas, Paulo insiste que a ressurreição não envolve "carne e osso", argumentando, em I Coríntios 15:44, que os cristãos serão ressuscitados com um corpo espiritual ou "pneumático" (do grego πνεῦμα, "sopro"). Diversos estudiosos da Bíblia notaram que, de acordo com Paulo, a carne não tem papel nenhum na ressurreição, pois os cristãos são todos feitos imortais. Porém, nos Evangelhos, a ressurreição, como no caso da ressurreição de Jesus, é apresentada com uma ênfase cada vez maior na ressurreição da carne: o túmulo vazio em Marcos, as mulheres agarrando os pés de Jesus ressuscitado em Mateus, a insistência do Jesus ressuscitado de que ele era de "carne e osso" e não apenas um espírito ou "sopro" em Lucas até finalmente Jesus encorajar os discípulos que lhe toquem os ferimentos em João 12 .
Além disso, em Mateus 16 e Lucas 11, Jesus cita o Sinal de Jonas, uma alusão à ressurreição dos mortos. Nos Atos dos Apóstolos, capítulos 4, 17, 23 e 24, os apóstolos argumentam em defesa desta doutrina.

Credo de Niceia e o cristianismo primitivo
Os Padres da Igreja Ireneu e Justino Mártir, no século II, escreveram contra a ideia de que apenas a alma sobreviveria. Justino insiste que uma pessoa é tanto corpo quanto alma e que Cristo prometera reviver ambos, da mesma forma que Seu próprio corpo foi ressuscitado.
Apesar de a doutrina cristã da ressurreição ser baseada nas crenças judaicas, a ênfase no quanto disto envolvia o corpo terreno aumentou conforme o cristianismo se espalhava por entre as populações gregas, como notou pela primeira vez o estudioso Dag Øistein Endsjø, que relacionou o fenômeno às tradicionais crenças gregas sobre a verdadeira imortalidade, que envolvia tanto o corpo quanto a alma. Emboras o gregos acreditassem que uns poucos indivíduos teriam sido ressuscitados para uma imortalidade corporal e que este era, na verdade, o melhor destino possível, não havia uma crença grega numa ressurreição geral dos mortos. De fato, eles defendiam que, uma vez que o corpo tenha sido destruído, não haveria mais possibilidade de retorno à vida, pois nem mesmo os deuses poderia recriar o corpo. Como também foi demonstrado pela primeira vez por Endsjø, diversos Padres da Igreja mais antigos, como Pseudo-Justino, Justino Mártir, Tatiano, Ireneu e Atenágoras de Atenas, discutem sobre as crenças cristãs sobre a ressurreição dos mortos e tentaram encontrar formas de responder à este tradicional ceticismo grego à continuidade física pós-morte. O corpo humano não podia ser aniquilado, somente dissolvido — ele não poderia nem mesmo ser integrado ao corpo dos que o devorassem. Assim, Deus só teria, segundo eles, que remontar as pequenas partes dos corpos dissolvidos na ressurreição.
A maior parte das denominações cristãs professam acreditar no Credo de Niceia, que afirma a "ressurreição dos mortos". Elas continuam a defender a crença de que haverá uma ressurreição universal e geral dos mortos "no fim dos tempos", como disse Paulo: «...tem fixado um dia em que há de julgar o mundo com justiça pelo varão que para isto destinou...» (Atos 17:31) e «...que há de haver uma ressurreição tanto dos justos como dos injustos» (Atos 24:15).

Catolicismo romano
De acordo com a Enciclopédia Católica, "Nenhuma doutrina da fé cristã, diz Santo Agostinho, é tão veementemente e obstinadamente refutada como a doutrina da ressurreição dos corpos... Esta oposição começou bem antes dos dias de Santo Agostinho.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, o corpo depois da ressurreição é alterado para um corpo espiritual, imperecível:
“Como? Cristo ressuscitou com o seu próprio corpo: «Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo»; mas não regressou a uma vida terrena. De igual modo, n'Ele «todos ressuscitarão com o seu próprio corpo, com o corpo que agora têm», mas esse corpo será «transformado em corpo glorioso» em «corpo espiritual».
 
— Catecismo da Igreja Católica, artigo 999 .
De acordo com a Suma Teológica, de Tomás de Aquino, seres espirituais que foram restaurados aos seus corpos glorificados terão as seguintes qualidades básicas:

Impassibilidade — imunidade à morte e à dor;
Sutileza (permeabilidade) — liberdade em relação à matéria;
Agilidade — obediência ao espírito com relação ao movimento e espaço (habilidade de mover-se através do espaço e do tempo com a velocidade do pensamento);
Clareza — beleza resplandecente da alma manifestada no corpo (como quando Jesus foi transfigurado no Monte Tabor)

Luteranismo
Embora Martinho Lutero acreditasse na ressurreição dos mortos e ensinasse a doutrina combinada com a do sono da alma, esta não é a visão majoritária do Luteranismo e a maior parte dos luteranos tradicionalmente acreditam na ressurreição do corpo em combinação com uma alma imortal.
De acordo com o Sínodo de Missouri da Igreja Luterana (LCMS), no último dia, todos os mortos serão ressuscitados. Suas almas então serão reunidas aos mesmos corpos que tinham antes de morrer. Os corpos serão então alterados, o dos injustos para um estado de eterna vergonha e tormento, o dos justos para uma estado de eterna glória celestial.

Anglicanismo
Almas às margens do Aqueronte, o rio que levava ao Hades na mitologia grega. Segundo os gregos, a alma era imortal e ia para o Hades depois da morte do corpo. Esta crença era a principal adversária do cristianismo primitivo e da doutrina da ressurreição dos mortos.
1898. Por Adolf Hirémy-Hirschl, atualmente no Österreichische Galerie Belvedere, na Áustria.

Alma sendo levada ao céu. Segundo alguns estudiosos, a mudança de foco da ressurreição para a ida da alma para o céu é um retorno à antiga crença greco-romana da alma imortal.
Por William-Adolphe Bouguereau.
Há muitos teólogos, como Thomas Oden, escritores cristãos muito populares, como Randy Alcorn, e estudiosos cristãos, como o bispo anglicano de Durham N.T. Wright, que defenderam a primazia da ressurreição para a fé cristã .
Entrevistado pela revista Time em 2008, Wright falou da "ideia de uma ressurreição corpórea que as pessoas negam quando falam de suas 'almas indo para o céu'" acrescentando: "Eu já ouvi muitos vezes pessoas dizendo 'Eu irei para o céu logo e não precisarei deste corpo estúpido aqui, graças a Deus'. Esta é uma distorção perigosa, ainda mais por ser não intencional". Ele explica: "Na Bíblia, somos ensinados que, se morrermos e entramos num estado intermediário. Isto é 'consciente', mas comparável à sensação de estar vivo corporalmente será como estar dormindo. A isto se seguirá a ressurreição em novos corpos... Nossa cultura está muito interessada na vida depois da morte, mas o Novo Testamento está muito mais interessado no que eu chamo de vida após a vida após a morte".

Metodistas e outros evangélicos
O reverendo M. Douglas Meeks, professor de teologia na Vanderbilt Divinity School, afirma que "é muito importante para os cristãos acreditarem na ressurreição do corpo". F. Belton Joyner, United Methodist Answers, afirma que o "Novo Testamento não fala de uma imortalidade natural da alma, como se ela não morresse de fato. Ele fala da ressurreição do corpo, a mesma afirmação que é feita cada vez que proferimos o histórico Credo dos Apóstolos e o clássico Credo de Niceia"

No ¶128 do "Livro da Disciplina" da Igreja Metodista Livre está escrito: "Haverá a ressurreição corporal dos mortos tanto dos justos quanto dos injustos, dos que fizeram bem para a ressurreição da vida, dos que fizeram mal para a ressurreição da danação. O corpo ressuscitado será um corpo espiritual, mas a pessoa irá estar completa e identificável. A ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição para a vida dos que estão n'Ele". John Wesley, o fundador da Igreja Metodista, em seu sermão "Sobre a Ressurreição dos Mortos", defendeu a doutrina, afirmando: "Há muitos lugares das Escrituras que a declaram claramente. São Paulo, no versículo 53 deste capítulo, nos conta que 'é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade' [ I Coríntios 15:53 ]. Além disso, diversos hinos metodistas importantes, como os de Charles Wesley, ligam a "nossa ressurreição" com a "ressurreição de Cristo".
"A Base Doutrinária da Aliança Evangélica" (The Doctrinal Basis of the Evangelical Alliance) afirma a crença na "ressurreição dos corpos, o julgamento do mundo por nosso Senhor Jesus Cristo, com benção eterna para os justos e a eterna punição para os ímpios".

Igrejas Batistas
James Leo Garrett Jr., E. Glenn Hinson e James E. Tull escreveram que "os batistas tradicionalmente tem defendido a crença de que Cristo se ergueu triunfal sobre a morte, o pecado e o inferno numa ressurreição corporal da morte".

Anabatistas, Testemunhas de Jeová e Restauracionistas
Diversas denominações cristãs, como os anabatistas e os socinianos da Reforma Protestante, os adventistas do sétimo dia, cristadelfianos, testemunhas de Jeová e teólogos de diferentes tradições rejeitam a ideia da imortalidade de uma alma não física denunciando o que acreditam ser uma vestígio do neoplatonismo e outras tradições pagãs no cristianismo. Para eles, os mortos permanecem mortos (e não seguem imediatamente para o céu, inferno ou purgatório) até que a ressurreição física de alguns ou de todos os mortos ocorra no fim dos tempos, numa ressurreição geral. Alguns grupos, principalmente os cristadelfianos, consideram que não haverá uma ressurreição universal e que é justamente quando se dará a ressurreição que o Juízo Final se realizará, com a ressurreição somente dos justos.

Milenialistas
Alguns comentaristas bíblicos interpretam o Apocalipse como implicando em duas ressurreições dos mortos, uma antes do "Milênio" e a outra depois.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
De acordo com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (conhecida como "LDS", de seu nome em inglês, Later Day Saints; conhecidos como "mórmons"), os espíritos dos mortos existem num lugar chamado mundo espiritual antes da ressurreição, que é similar, apesar de fundamentalmente diferente, do tradicional conceito de "céu" e "inferno". Acredita-se que o espírito mantenha suas vontades, crenças e desejos na vida após a morte.

A doutrina LDS ensina que Jesus Cristo foi a primeira pessoa a ser ressuscitada e que todos os que viveram na terra serão ressuscitados por causa d'Ele, independente de como viveram suas vidas. A LDS ensina que não são todos ressuscitados ao mesmo tempo; os justos irão numa "primeira ressurreição" e os pecadores impenitentes, na "última ressurreição".
Acredita-se que a ressurreição reúna novamente o espírito e o corpo novamente e a LDS ensina que o corpo (carne e osso) serão reunidos e tornados incorruptíveis, um estado que inclui a imortalidade.
Segundo a doutrina da LDS, acredita-se ainda que uns poucos indivíduos excepcionais podem ser removidos da terra "sem experimentarem a morte". Este evento é chamado de translação e acredita-se que estes indivíduos mantenham seus corpos num estado purificado, embora eles também, quando a hora chegar, deverão receber a ressurreição.

Pouca ênfase moderna
Os primeiros Padres da Igreja defenderam a ressurreição dos mortos contra a crenças pagã de que a alma imortal seguia para mundo subterrâneo imediatamente depois da morte. Hoje em dia, porém, é uma crença cristã muito popular a de que as almas dos justos vão direto para o céu.
No final do período medieval, a era moderna trouxe consigo uma mudança no pensamento cristão, da ênfase na ressurreição do corpo de volta para a imortalidade da alma. Esta mudança foi o resultado de uma mudança no "zeitgeist", uma reação ao Renascimento e finalmente ao Iluminismo. Dartigues observou que "especialmente entre os séculos XVII e XIX, a linguagem piedosa popular já não invocava mais a ressurreição da alma, mas vida eterna. Embora os livros-texto teológicos ainda mencionassem a ressurreição, lidavam com ela mais como uma questão especulativa do que como um problema existencial".
Esta mudança foi apoiada não apenas pelas Escrituras, mas principalmente pela religião popular do Iluminismo, o chamado "deísmo", que permitia a existência de um ser supremo, como a causa primeira ou a Mónade filosófica, mas rejeitava qualquer interação pessoal com ela. O deísmo, que foi principalmente liderado pela racionalidade e pela razão, permitia a crença da imortalidade da alma, mas não necessariamente na ressurreição dos mortos. O deísta americano Ethan Allen exprime exatamente este ponto de vista em sua obra "Razão, o Único Oráculo do Homem" (Reason the Only Oracle of Man; 1784), na qual ele argumenta, no prefácio, que quase todos os problemas filosóficos estão além da compreensão humana, incluindo os milagres do cristianismo, mas permite a existência de uma alma imaterial imortal.

Influência na Lei e nos costumes
Cremação do poeta Percy Bysshe Shelley. A cremação foi um tabu durante muito tempo por causa da ligação entre o corpo físico e a ressurreição.
1889.Por Louis Édouard Fournier.
Antigamente, acreditava-se amplamente que, para ser ressuscitado no Juízo Final, o corpo deveria estar inteiro e, preferencialmente, orientado com os pés para o leste para que a pessoa se levantasse olhando para Deus.
Um Ato do Parlamento do reinado de Henrique VIII estipulava que apenas os cadáveres de assassinos executados poderiam ser utilizados em dissecações, o que era visto como uma "punição adicional" pelo crime cometido. Se uma pessoa acredita que o desmembramento do corpo após a morte impede a possibilidade da ressurreição de um corpo intacto no Juízo Final, então uma execução pós-morte é uma forma efetiva de punir um criminoso.
As atitudes em relação a este tema mudaram muito devagar em muitos países. No Reino Unido, por exemplo, a ligação entre o corpo e a ressurreição só foi rompida no início do século XX, quando a cremação foi legalizada em 19 02 47.

Islã
No islã, acredita-se que o Yawm al-Qiyāmah (em árabe: يوم القيامة; "o Dia da Ressurreição") ou Yawm ad-Din (em árabe: يوم الدين; "o Dia do Julgamento") seja o dia em que Deus ("Alá") fara seu julgamento sobre a humanidade. A sequência de eventos, de acordo com a versão majoritária, é a aniquilação de todas as criaturas, a ressurreição dos corpos e o julgamento de todas as criaturas inteligentes.
A data exata em que estes eventos irá ocorrer é desconhecida, porém, diz-se que haverá grandes e pequenos sinais que ocorrerão perto da época do Qiyamah. Muitos versos corânicos, especialmente os mais antigos, são dominados pela ideia da aproximação constante do dia da ressurreição.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o_dos_mortos
Imagem: Internet

O que é Reencarnação?


Reencarnação
Crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna à vida com outro corpo (como na doutrina dos espíritas)
Entendido como sinônimo de metempsicose, o termo abrange também o renascimento ou retorno sob a forma de outras espécies.


“A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IV). Assim, não é invenção do Espiritismo, mas sim algo natural, de modo que foi um tema muito discutido e difundido ao longo da História da Humanidade por muitos muitos pensadores, tais como Sócrates, Pitágoras, Platão, Apolônio e Empédocles.

Reencarnação na Arte hindu
Platão foi um dos principais defensores da reencarnação e enfocou este tema principalmente em seus diálogos Mênon, Fédon, Fedro e A República.
Reencarnação é uma ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo. Chamada consciência, espírito ou alma, essa porção seria capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou a anulação do carma. A reencarnação pode ser definida como a ação de encarnar-se sucessivas vezes, ou seja, derivada do conceito aceito por doutrinas religiosas e filosóficas de que, na morte física, a alma não entra num estágio final, mas volta ao ciclo de renascimentos. Heródoto menciona esta doutrina como sendo de origem egípcia, sendo que nessa concepção a reencarnação se dava instantaneamente após a morte, passando a alma para uma criatura que estava nascendo (que poderia ser da terra, da água ou do ar), percorrendo todas as criaturas em um ciclo de três mil anos.
A reencarnação encontra defesa na filosofia desde Pitágoras. Atualmente, este conceito é aceito por filosofias e religiões do mundo todo, em especial na Ásia. É chamada também de transmigração da alma e metempsicose (esta última denominação é mais encontrada em filosofias orientais em que admite-se que alma pode regressar em corpos de animais).
A reencarnação é um dos pontos fundamentais de religiões do Egito Antigo, do Hinduísmo (já pregava esse conceito 5 mil anos antes de Cristo), do Budismo, do Jainismo, do Sikhismo, do Taoísmo, do Culto de Tradição aos Orixás (Òrìsà), de várias tradições indígenas5 , do Vodu, da Cabala judaica, do Rosacrucianismo, do Espiritismo e suas dissidências, da Teosofia, da Wicca, do Eckankar, da Cientologia, da filosofia pitagórica, da filosofia filosofia socrática-platônica, etc. Existem vertentes místicas do Cristianismo como, por exemplo, o Cristianismo esotérico, que também admitem a reencarnação. É comum a concepção de que o Budismo6 pregue a reencarnação, no entanto essa noção tem sido contestada por algumas fontes budistas. Para mais detalhes veja renascimento.
A crença na reencarnação também é parte da cultura popular ocidental, e sua representação é frequente no cinema.
A crença na reencarnação tem suas origens nos primórdios da humanidade, nas culturas primitivas. De acordo com alguns estudiosos, a ideia se desenvolveu de duas crenças comuns que afirmam que:
Os seres humanos têm alma, que pode ser separada de seu corpo, temporariamente no sono, e permanentemente na morte; As almas podem ser transferidas de um organismo para outro.
Segundo Diodoro Sículo, Pitágoras se lembrava de ter sido Euforbo, filho de Panto, que foi morto por Menelau na Guerra de Troia.
Entre as tentativas de dar uma base "científica" a essa crença, destaca-se o trabalho do psiquiatra Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 3000 casos em todo o mundo que evidenciariam a reencarnação . Os resultados foram bem expressivos.
Segundo os dados levantados pelo Dr. Stevenson, os relatos de vidas passadas surgem geralmente aos dois anos de idade, desaparecendo com o desenvolvimento do cérebro. Uma constante aparece na proximidade familiar, embora haja casos sem nenhum relacionamento étnico ou cultural. Mortes na infância, de forma violenta, aparentam ser mais relatadas. A repressão para proteger a criança ou a ignorância do assunto faz com que sinais que indiquem um caso suspeito normalmente sejam esquecidos ou escondidos.
Influências comportamentais como fragmentos de algum idioma, fobias, depressões, talentos precoces (como em crianças prodígio), etc, podem surgir, porém a associação peremptória desses fenômenos com encarnações passadas continua a carecer de fundamentação científica consistente.
Dentre os trabalhos desenvolvidos por Dr. Stevenson sobre a reencarnação, destaca-se as obras Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação e "Reencarnação e Biologia: Uma Contribuição à Etiologia das Marcas de Nascença e Defeitos de Nascença".
A transmigração das almas ou metempsicose é uma interpretação da reencarnação, seguida por alguns adeptos de ensinamentos orientais, que propõe que o homem pode reencarnar de modo não-progressivo em animais, plantas ou minerais. Esse conceito é muitas vezes entendido literalmente, mas muitas tradições orientais entendem esse conceito miticamente, ou seja, significa que quem vive de forma primitiva, satisfazendo apenas seus desejos primitivos pode estar em uma reencarnação como animal mesmo em uma forma e corpo humano. O Espiritismo não coloca a metempsicose como uma forma possível de reencarnação; Allan Kardec refuta-a n'O Livro dos Espíritos, através da síntese de diversas comunicações mediúnicas (com os espíritos) e do uso de provas lógicas, em concordância com a cientificidade da doutrina. Para o Espiritismo, as reencarnações levam sempre à evolução: o ser parte dos estados mais materiais (mineral, vegetal e animal) para se tornar consciente de seu caminho no estado humano ou hominal; daí, se entrega ao saber, à moral e à verdade, conquistando estados mais imateriais e puros (angelicais). Essa sequência pode se realizar em mais ou menos tempo, em mundos diferentes e em estados vitais diferenciados, de acordo com o mundo (a crença de vida fora da Terra é parte do Espiritismo, porém de forma diferente das teorias ufológicas e exobiológicas).
Diversos estudiosos espíritas e espiritualistas defendem que, durante os seis primeiros séculos de nossa era, a reencarnação era um conceito admitido por muitos cristãos. De acordo com eles, numerosos Padres da Igreja ensinaram essa doutrina e apenas após o Segundo Concílio de Constantinopla (553) é que a reencarnação foi proscrita na prática da igreja, apesar de tal decisão não ter constado dos anais do Concílio. Afirmam ainda que Orígenes (185-253 d.C.), que influenciou bastante a teologia cristã, defendeu a ideia da reencarnação,13 além dos escritos de Gregório de Nissa (um bispo da igreja cristã no século IV) entre outros. Entretanto, segundo os teólogos cristãos tais afirmativas carecem de fundamentação histórico-documental. Por isso, os teólogos cristãos não só se opõem à teoria da reencarnação, como, também, à ideia de que ela era admitida pelos cristãos primitivos. Argumentam que não há referências na Bíblia, nem citações de outros Padres da Igreja, e que as próprias afirmações de Orígenes e de Gregório de Nisa aduzidas pelos estudiosos espíritas e de outras crenças espiritualistas, não são por aqueles citadas senão para as refutarem. Por outro lado, com base na análise da atas conciliares do Concílio de Constantinopla, constatam que os que ali se reuniram sequer citaram a doutrina da reencarnação - fosse para a afirmar ou para a rejeitar. Contra a reencarnação, os teólogos cristão ainda citam Hebreus 9:27, o episódio dos dois ladrões na cruz em Lucas 23:39-44, a parábola do rico e Lázaro e Jó 10:21.
Passagens do Novo Testamento, como Mateus 11:12-15, Mateus 16:13-17 e Mateus 17:10-13, Marcos 6:14-15, Lucas 9:7-9 e João 3:1-12 são citadas por espíritas e muitos outros espiritualistas como evidência de que Jesus teria explicitamente anunciado a reencarnação.
Tanto a Igreja Católica como os protestantes em geral denunciam a crença na reencarnação como herética.
As Testemunhas de Jeová rejeitam a ideia de reencarnação. Ao contrário disso, as Testemunhas de Jeová creem no que a Bíblia ensina em «Há de haver uma ressurreição» (Atos 24:15). Elas acreditam que a alma humana não é imortal, mas sim mortal e destrutível. A morte como sendo o oposto da vida, isto é, a inexistência em contraste com a existência. Deus disse claramente que os mortos voltariam para o lugar de onde vieram — o pó da terra: «Dele foste tomado. Porque tu és pó e ao pó voltarás» (Gênesis 3:19). Assim, as Testemunhas de Jeová acreditam e ensinam que os mortos estão num estado de inexistência e que a mesma pessoa voltará a viver, não no mundo como está hoje, mas num mundo purificado por Deus, numa sociedade realmente justa, no futuro, aqui mesmo na Terra e receberão a vida eterna como humanos perfeitos.
O cristianismo esotérico, por outro lado, admite e endossa abertamente a reencarnação - que é, inclusive, um dos pilares de sua doutrina. As teses reencarnacionistas, portanto, independentemente de serem corretas ou não, não encontram apoio na tradição judaico-cristã, cuja ortodoxia doutrinária as considera, na verdade, importações de outras tradições, tal como o hinduísmo e o budismo.
Existem provas históricas de que a doutrina da reencarnação contava com adeptos no antigo judaísmo, embora somente após escrita do Talmud - não há referências a ela neste livro, tampouco se conhecem alusões em escrituras prévias. A ideia da reencarnação, chamada gilgul, tornou-se comum na crença popular, como pode ser constatado na literatura iídiche entre os judeus ashkenazi. Entre poucos cabalistas, prosperou a crença de que algumas almas humanas poderiam reencarnar em corpos não-humanos. Essas ideias foram encontradas em diversas obras cabalísticas do século XIII, assim como entre muitos escritos místicos do século XVI. A coleção de histórias de Martin Buber sobre a vida de Baal Shem Tov inclui várias que se referem a pessoas reencarnando em sucessivas vidas.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”, em francês no túmulo de Allan Kardec.
O espiritismo é grande divulgador da doutrina da reencarnação no Brasil e na maioria dos países ocidentais, defendendo que a reencarnação é um processo obrigatório até o espírito não precisar mais reencarnar e isso se dá quando ele se torna um espírito puro. A reencarnação é uma oportunidade para o espírito se aperfeiçoar, intelectualmente, através do trabalho e estudo, e moralmente, através do amor ao próximo, ou seja, caridade. Assim, ela é vista como uma bênção pelo espírito, pois é uma oportunidade de progresso. Além de trabalhar para o seu desenvolvimento, o espírito quando reencarna, também vêm expiar faltas que cometeu em encarnações anteriores. Por exemplo, um assassino em série poderá reencarnar sem os braços e sem as pernas, para que aprenda a amar mais o seu próximo, pois nessa condição precisaria constantemente dos outros; ou por exemplo, uma mãe que menosprezou seu filho, poderia reencarnar em uma família que a menosprezasse, compelindo-a a repensar seus atos. Cada reencarnação é minuciosamente planejada pelos espíritos superiores, para dar a máxima oportunidade do espírito reencarnante de se desenvolver, e obter o máximo de proveito de sua encarnação.
Para o Espiritismo, a reencarnação é uma prova da justiça de Deus, que dá inúmeras oportunidades para o espírito se aperfeiçoar, ao invés de mandá-lo para o céu, ou o inferno eterno porque simplesmente nasceu em uma família que não lhe deu a educação adequada. Segundo essa mesma doutrina, se o espírito se entrega à corrupção dos valores ético-morais, ele terá "incontáveis" oportunidades de se aperfeiçoar, angariando parte das consequências funestas, pelos crimes que cometeu, para suas próximas reencarnações.
A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade. Quase todas as civilizações na história tem tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Cientificamente, entretanto, inexiste qualquer fato que prove ou refute a hipótese.
As investigações científicas sobre a reencarnação acontecem de forma relativamente ampla desde os anos 60 e constituem um ramo da Parapsicologia.
Apesar de muitas pesquisas concluírem resultados favoráveis à reencarnação, até o momento não se conhece nenhum processo físico testável pelo qual uma personalidade pudesse sobreviver à morte e se deslocar para outro corpo. De modo que cientistas defensores da teoria reencarnacionista, como Ian Stevenson, Jim Tucker, Erlendur Haraldsson e Brian Weiss, reconhecem tal limitação e atribuem a possível existência de tais fenômenos a processos até o momento não provados através do método científico.
A ciência, em geral, não se presta a provar ou não a reencarnação ou a ressurreição. Isto porque o aspecto subjetivo que sustenta as ideias da ressurreição e da reencarnação dificulta eventuais demonstrações científicas, fazendo tais ideias aportarem então no âmbito da fé e da crença, o que não significa necessariamente qualquer falta de mérito de qualquer uma delas, senão que se limitam ao campo da fé e da experiência individual. Por mais evidentes que possam parecer determinados relatos, cientificamente, sob os atuais domínios do conhecimento científico estrito, não estão provados.
Vários pesquisadores argumentam que as as experiências de quase-morte tendem a aumentar a crença na reencarnação.
Até por volta da década de 60, a EQM costumava ser considerada pela ciência estrita como um assunto vulgar, fruto de lendas, crendice popular ou religiosidade. No entanto, na década de 1970, pesquisas como a do doutor Raymond Moody e a da doutora Elizabeth Kubler-Ross, principalmente após a publicação dos best-sellers Vida Depois da Vida e Sobre a Morte e o Morrer, respectivamente, levaram ao início de uma corrente de pesquisas em todo o mundo sobre o fenômeno. Mesmo com tanto interesse e a presença de numerosos relatos anedóticos, ainda não há qualquer comprovação científica sobre a realidade das experiências de quase-morte. Entre os cientistas que pesquisam o assunto, há os que interpretam as experiências como reações do cérebro (visão monista) e há os que interpretam tais experiências como prova ou evidência de que a consciência não é produzida pelo cérebro (posição dualista); e de que existe vida após a morte.
Muitos pesquisadores, como a psicóloga Susan Blackmore e o anestesiologista Lakhmir Chawla, acreditam na teoria de que as EQMs são alucinações complexas causadas pela falta de oxigênio no cérebro durante a etapa final do processo de morte. No entanto, muitos outros pesquisadores, como os psiquiatras Raymond Moody e Bruce Greyson, discordam das teorias materialistas e defendem teorias que interpretam as experiências como evidências de que a consciência do ser humano existe independentemente do cérebro, argumentando principalmente que muitas pessoas demonstram percepções extrassensoriais com precisão em seus relatos de EQM (como por exemplo o famoso caso de EQM da cantora Pam Reynolds) e que não há sinais de funções mentais prejudicadas nas situações clínicas em que as EQMs ocorrem.
Há, por exemplo, uma pesquisa efetuada mundialmente pelo falecido professor de psiquiatria canadense da Universidade de Virginia Ian Stevenson, desde os anos 1960, com dados de mais de 3.000 casos investigados que sustentariam a reencarnação. O médico psiquiatra Jim Tucker continua o trabalho de Stevenson relacionado ao tema.
Incentivado por Stevenson nos anos 80 a iniciar uma pesquisa sobre reencarnação, o psicólogo e parapsicólogo Erlendur Haraldsson também produziu vários estudos notórios favoráveis ao tema em diferentes países.
Um outro grande pesquisador e defensor da reencarnação foi o engenheiro e parapsicólogo Hernani Guimarães Andrade, como pode ser constatado por exemplo em seus livros "Reencarnação no Brasil" (1988) e "Renasceu por Amor" (1995). Inclusive, os arquivos de Ian Stevenson sobre reencarnação abrigam casos brasileiros estudados inicialmente pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), fundado por Andrade.
O astrônomo e astrobiólogo Carl Sagan, em seu penúltimo livro, escreveu: “No momento em que escrevo, há três reivindicações no campo (paranormal) que, na minha opinião, merecem um estudo sério”, o terceiro sendo “que crianças pequenas às vezes relatam detalhes de uma vida anterior que, após a verificação, se mostram precisos e que elas não poderiam ter esse conhecimento de nenhum outro modo que não pela reencarnação”.
Note-se que ao relacionar o Perispírito com os relatos de crença de que o corpo físico de alguém apresentaria marcas "explicáveis" por acontecimentos ocorridos em vidas passadas, veremos que os casos relatados representam fielmente a Doutrina Espírita sistematizada pelo educador Allan Kardec.
Há céticos que criticam tais estudos de casos, por melhor descritos que sejam, alegando que são evidências anedóticas coletadas retrospectivamente de modo que não eliminam a possibilidade de fraude. De fato, normalmente não há muito controle contra a fraude, porém os reencarnacionistas apontam que existem características típicas de tais casos que seriam difíceis de serem fraudadas, tais como os defeitos e as marcas de nascimento, e as fobias demonstradas pelas crianças. No entanto, tais casos são descritos retrospectivamente - uma fobia específica, determinada marca de nascença ou preferências pessoais, são explicadas encontrando-se relatos de pessoas que morreram de determinada forma, tiveram algum tipo de lesão ou tinham determinadas preferências. Como qualquer fobia pode ser relacionada a alguma pessoa que já apresentou morte pelo objeto da mesma, não há nenhum local do corpo onde se possa ter uma marca de nascença que alguém não tenha se ferido e preferências pessoais não são exclusivas, para eles, tais relatos não teriam grande valor científico.
Tais céticos são contestados pelos estudiosos da reencarnação sob o argumento de que Relato de Casos Anedóticos não é a mesma coisa que Estudo de Casos. E simples Estudo de Casos não é a mesma coisa que Estudo de Casos com Tentativa de Controle de Variáveis Envolvidas e Tentativa de Avaliação Quantitativa. Os estudos CORT (Cases of Reincarnation Type – Casos do Tipo Reencarnação) não estariam incluídos na primeira categoria (que é a mais fraca), nem na segunda (de força mediana). Eles fariam parte do terceiro grupo, que possui força bem superior: Estudo de Casos com Tentativa de Controle de Variáveis Envolvidas e Tentativa de Avaliação Quantitativa.
Recentemente, o cético Richard Wiseman tentou reproduzir as demais características dos CORTs por meios normais, sem sucesso.Nas palavras do pesquisador Jim B. Tucker,26 o estudo de Wiseman "demonstra que coincidência fracassa em explicar partes importantes dos casos, embora sua intenção tenha sido mostrar o oposto". Tucker considera também que tal estudo demonstra que a fraude não pode ser aplicada aos casos resolvidos com registros escritos antes das verificações. Além disso, já foi possível fazer testes controlados numa minoria desses casos. Tucker cita dois desses casos no seu livro Life Before Life (2005): o de Gnanatilleka Baddewithana e o de Ma Choe Hnin Htet, e argumenta que tais casos enterrariam de vez as críticas dos céticos de que a fraude ou a coincidência seriam explicações razoáveis para os CORTs.
Alguns críticos também argumentaram que casos de reencarnação não são particularmente interessantes por causa da possibilidade que eles podem ter sido embelezados quando a família da criança entra em contato com a família da personalidade prévia antes da documentação das memórias de renascimento da criança ter sido feita, aumentando a possibilidade que o câmbio de informação entre as duas famílias possa ser o responsável para as memórias detalhadas da criança, e não reencarnação (por fraude e/ou falsas memórias). Esta hipótese, embora plausível em alguns casos, foi rejeitada pelo outro avanço principal na pesquisa de reencarnação, o de localizar casos em que documentação é feita antes de tentar achar a família da personalidade prévia, o que não impede necessariamente fraudes ou simples coincidências. Embora seu número seja pequeno[carece de fontes], tais casos parecem fornecer um argumento mais forte a favor da reencarnação. O Dr. Stevenson (1974) foi um dos primeiros a localizar casos como estes, e outros independentemente foram encontrados por Mills, Haraldsson, e Keil (1994), e mais recentemente por Keil e Tucker (2005)

Origem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Reencarna%C3%A7%C3%A3o
Imagem: Internet

sexta-feira, 26 de junho de 2015

As duas bestas; Uma emerge do mar e outra da terra

Apocalipse 13.1-18

Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.
A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Se alguém tem ouvidos, ouça.
Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.
Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.
A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.
Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

Fonte: Bíblia Sagrada
Imagem: Internet

versiculos bíblicos

Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que nãos e abala, firme para sempre.
Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre. (Salmos 125.1,2)

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