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sábado, 3 de outubro de 2009

MENSAGEM PASTORAL - Quando Começa a Vida


Biologicamente, a formação de um novo ser, com um código genético, começa no momento da união do óvulo com o espermatozóide; a partir daí se inicia o processo de desenvolvimento do zigoto que completa a fusão das duas estruturas em 24 horas.
Depois da fecundação o numero de células do zigoto dobra a cada 20 horas. Em 14 dias, o embrião fixa-se à parede do útero impedindo que haja a descamação do endométrio. Na 4ª semana, uma versão rudimentar do que um dia será um coração, começa a bater; o embrião mede cerca de 4 milímetros, o tamanho de um caroço de feijão. Na 6ª semana a aparência humana se define com aparecimento dos primeiros órgãos; já é possível reconhecer onde estão o coração, cérebro, braços, e pernas; o seu tamanho chega a um centímetro. Na 10ª semana o feto apresenta ondas cerebrais, podendo responder a estímulos e ganha unhas, o fígado começa a liberar a bílis. Na 17ª semana a mãe começa a sentir movimentos do feto, que já tem músculos e ossos. Nas próximas 3 semanas ele passará de 8,5 para 15 centímetros de tamanho. No 5º mês o pulmão está pronto, é a última estrutura vital a se desenvolver. A partir daqui, o feto tem chances de sobreviver fora do útero.
Filosoficamente, a vida começa no momento da fecundação; Uma semente de caju germinada, é um cajueiro em potencial; um óvulo fecundado, é uma criança em potencial, uma criança é um idoso em potencial.
Teologicamente, a vida começa no momento da fecundação! Vejamos os textos bíblicos que vão dar fundamento a este ensino e quais as implicações de se interromper intencionalmente o curso natural da vida!
  1. No momento da fecundação Deus forma um novo ser humano! Davi, no Salmo 139, faz uma descrição de si mesmo dentro do útero de sua mãe (v.15), relatando a fase embrionária, quando cita a “substância ainda informe” (v.16). Com isso, ele credita a sua criação ao Criador de todas as coisas (v.13) e diz que essa criação foi de “modo assombrosamente maravilhoso” (v.14). Para Davi, a gestação era assombrosa e para nós continua ou deve continuar sendo. Avançamos muito nas pesquisas em meio a erros e acertos; pensava-se que os espermatozóides eram pequenos homenzinhos. Perdeu-se esta fábula, mas ainda hoje os cientistas não sabem explicar como qualquer célula tronco embrionária pode dar origem a qualquer órgão do corpo humano. Isto não é mera obra do acaso, da mãe natureza, da evolução, mas única e exclusiva obra de Deus! (Isaías 44:2). A linguagem do salmista para consigo mesmo, no ventre de sua mãe, é uma linguagem interpessoal. Ele usa os pormenores pessoais: “ o meu interior”, “ me teceste” v.13); “me formaste” (v.14); “os meus ossos, fui formado e entretecido” (v.15); “me viram” (v.16). Ele fala de uma existência pessoal intra-uterina, não a partir do nascimento, como querem os que negam que o embrião não pode ser chamado de “tu, ele”, mas a partir do momento da fecundação! Negar a personalidade do feto, porque ele ainda não pode se expressar, é o mesmo que subtraí-la daqueles que nasceram sem poder se expressar por motivo genético, congênito, traumático, psicológico, etc. Independentemente da situação de saúde e da vida biológica e cronológica, todos são seres humanos, formados por Deus para Sua Glória (Jo 31:15; Is 49:5).
  2. No momento da Fecundação Deus Cria Uma Alma para o Novo Ser Humano! Cada corpo tem sua respectiva alma. Na fecundação é formado um novo corpo e como a alma presente no corpo representa vida e a ausência da alma no corpo representa morte física, como diz o Sábio: “ O corpo voltará ao pó e o espirito voltará a Deus, que o deu” (Ec 12:7). Deus forma a alma no momento da fecundação, sem a qual não poderá haver vida (Zc 12:1). É a alma, já presente no zigoto, que faz com que ele se multiplique e se desenvolva de forma autônoma no útero da mãe. A mãe, o pai, o médico ou qualquer outra pessoa, não fica dando ordem ao zigoto como ele deve se desenvolver ou coisa parecida. Portanto, a idade biológica de uma pessoa não é para ser contada a partir do dia do nascimento, mas a a partir do dia da fecundação. Ou seja, quem nasceu com 9 meses de gestação, tem 9 meses a mais do que diz o registro civil. Deus é o doador da vida. Quando formou Adão do pó da terra, ele só passou a ter vida quando Deus soprou o espirito nele, indicando que a alma não procede do homem, nem está vagando sem rumo, e muito menos que pertencia a algum defunto. Mas procede de Deus! Ele é chamado “o Pai dos espíritos” (Num. 16:22). Como também é chamado de “Pai espiritual” (Hb 12:9). Portanto, o zigoto não é só composto de matéria biológica, mas também de alma infinita (Dn 12:2). Ele não é um ser vivo como os animais que têm alma finita. Ou seja, com a morte da matéria, a alma também é aniquilada, mas um ser humano constituído de corpo e alma ( 1Ts 5:23).
  3. No momento da Fecundação inicia-se a personalidade Biológica e Espiritual do Ser Humano! (Gn 25:22). Interromper o processo natural da formação do novo ser constitui em interromper a vida! Segundo a Constituição Federal “todos tem direito à vida”. Não se pode excluir ninguém, independentemente de idade biológica, raça, cor, sexo, etc. Porque “todos são iguais perante a lei”. Invocar o direito da mãe de escolher abortar ou não seu filho é passar por cima do direito do filho de permanecer vivo! O que tem a ver a criança com o pecado dos adultos? (Dt 24:16). Se alguém adulterou, fornicou, prostituiu ou não fez planejamento familiar, a culpa é da própria pessoa, pois cada um colhe o que efetivamente planta. A legalização do aborto, como querem muitos, é a legalização da pena de morte para inocentes! É o mesmo que restaurar o sacrifício de crianças! (2 Reis 21:6). É interessante que exista uma grande incoerência daqueles que defendem o aborto: Em sua maioria são contra a pena capital de assassinos (Gn 9:6). fazer uso de uma lei injusta, que condena inocentes à morte, é quebrar o sexto mandamento que proíbe o assassinato (Ex 20:13)
  4.  Os filhos Biológicos e Adotados São Bençãos de Deus! Salmo 27:3-5. O filho independentemente da situação e das circunstâncias que foi gerado, ele em sí, é uma benção de Deus. Se foi gerado dentro da “vontade preceptiva” de Deus, de acordo com os parâmetros da Lei de Deus, onde o casal se une sob a autoridade e benção de Deus (Ef 5:22,23), ou se foi gerado de forma contrária à vontade de Deus, por conta do pecado dos pais, conjuntamente ou individualmente, o filho, em sí mesmo, é uma benção de Deus, embora que pela “vontade permissiva” de Deus (Mt 10:29). Pois se Deus não permitisse o pecado ninguém pecaria (Sl 140:8); e todos seriamos como robôs sem livre agência. Enquanto muitos casais fazem de tudo para receberem a benção de um filho, muitos estão rejeitando-a através de abortos provocados. Se não quer ou não pode criar seu filho por amor a ele, ao próximo e a Deus, não o mate. Entregue-o para adoção! A verdadeira mãe prefere ver seu filho ser... Criado por outra mãe do que vê-lo morto. A falsa mãe é aquela que além de não doar, mata o filho como se dizendo: “Nem meu nem teu” (1Reis 3:23-27). Quantos filhos adotados se tornaram grandes bençãos, onde Jesus é o principal como adotado de José! (Mt 1:18-25).
  5. Os  filhos Que Morrem Antes de Nascer Estão Com Deus! Quando ocorre a morte fetal, o corpo volta ao pó e a alma volta a Deus (Ec 12:7). A existência humana começa na fecundação e continua além da morte (Jo 3:16). Podemos afirmar que os filhos dos cristãos que morrem antes de serem capazes de serem alcançados pela Palavra exteriormente (Rm 10:17), são regenerados e salvos por Cristo por conta do Pacto da Graça (At 2:39). Não por mérito da descendência biológica, como pensavam os judeus que se achavam salvos por serem descendentes de Abraão (Rm 9:6-8). Mas pelos méritos de Cristo, mesmo que gerados em pecado (Sl 51:5), Deus os chamou para sí antes de nascerem e os pais certamente verão seus filhos na glória eterna (Mc 10:13-16). Conclusão: Antes de abortar seu filho, se coloque no lugar dele e se pergunte: Eu gostaria de ser abortado? Eu não sou um ser humano no ventre da minha mãe? É justo eu pagar o preço pelo erro dos outros? A resposta natural que todos dariam é NÃO! Se as mães das pessoas que defendem a pena capital de inocentes ( O aborto) tivessem tomado a decisão de abortá-los, provavelmente essas pessoas nem existiriam! O aborto não deve ser utilizado como um cruel método contraceptivo. Pensem nisso antes de defenderem algo contrário à Lei de Deus. Para o Apostolo Paulo tanto faz quem pratica ou quem concorda com a prática ou quem não tem nada contra a quebra de qualquer Mandamento de Deus; para ele o pecado é o mesmo e a condenação também! (Rm 1:28-32). Que Deus nos dê juízo e capacidade para discernir as coisas dele em submissão a sua Vontade! Amem!
Sílvio Romero dos Santos Filho