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sábado, 28 de novembro de 2009

DEUS É SOBERANO

É doutrina basilar da Igreja Presbiteriana a soberania de Deus. O poeta, no hino nº 19 do Novo Cântico, adotado por nossa igreja, assim fala: "ó Rei sublime em majestade e glória ... " Um cântico avulso que muito aprecio diz assim: "Nosso Deus é soberano/ Ele reina antes da fundação do mundo".
A soberania de Deus é vista nos seus nomes.
A Bíblia constantemente o chama de Senhor dos Exércitos ("Assim fala o Senhor dos Exércitos" - Ag 1.2) e de Todo-Poderoso ("O Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir" - Ap 4.8b). As Escrituras falam também da extensão de sua soberania, por ser onipresente (estar em todo lugar) conforme Jeremias 23.24; por ser onipotente (ter todo o poder) conforme Gêneses 17.1; por ser onisciente (saber tudo, ter domínio de toda a ciência) conforme 1 João 5.20; pelo que plenamente se entende de Isaías 43.13: "Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?"
O nosso Deus, entretanto, não é um soberano vil, irresponsável, tirano, ditador totalitário como alguns mortais que chegaram a ser considerados "soberanos" o foram. Entre eles o terrível Idi Amin Dada, na África. Esse homem matava generais - assessores seus - que simplesmente discordavam dele e, por vingança, promovia grande banquete para jantar ou almoçar os corpos desses generais. Jeoorão, em Jerusalém (2er 21); Hitler, na Alemanha; Nero, em Roma; e, se não me falha a memória, Luiz XIV, na França, que chegou a declarar: "L'état c'est moi", que significa: "o Estado sou eu", isto é, eu, eu e eu; não interessa decisão de ministro, nem de deputados, nem de senadores; eu quero, eu decido, eu mando. No dia em que chegava ao Palácio bem humorado, agia de um jeito, dizem os comentaristas. No dia em que chegava mal-humorado, fazia absurdos, mandava matar, desrespeitava quem desejava desrespeitar e fazia o que bem queria não interessando a quem viesse a ofender. Sua vontade era lei. A essa altura, lendo este artigo, poderá vir à sua mente uma exclamação verbalizada assim:
"Mas Deus também matou muito!" Sim, porque ele, pelo que ditam os seus atributos divinos, é criador da terra e de tudo o que nela existe (d. SI 24.1), ele e somente ele é dono da vida e da morte. Ninguém mais. Por isso, a pena de morte é bíblica (Êx 21.12, 14-16, 23-25)! Este é um dos contextos de sua soberania.
Mas essa soberania tem uma faceta maravilhosa. É a soberania da graça. Deus viu a queda. Viu o homem em depravação total, impossibilitado de salvar-se a si mesmo (10 6.36), morto espiritualmente e, assim, incapacitado de crer (Ef 2.1- 3), destituído da glória de Deus (Rm 3.23), sem nenhuma justiça em si (Rm 3.10), cego, perdido e morto, escravizado pelo mundo e pelo diabo (Ef 2.1-3). Deus viu essa situação deplorável e, na sua soberania, tomou providência. Como diz Max Lucado, no seu livro Nas Garras da Graça: "o Soberano desceu do seu trono, penetrou no silêncio e escuridão do espaço sideral, entrou na placenta de uma judia sem expressão, se encarnou e fez estabelecer o projeto amplo e irrestrito da soberania da graça (Ef 2.5-7), reerguendo o homem, já em queda livre, ao seu primeiro amor, esquecendo-se dos seus pecados e tornando-o justificado com apenas uma exigência: fé (Rm 5.1)! E ainda criado para esse homem outro relacionamento de paz por meio de Jesus (Rm 5.1 b)! E, assim, dando ao homem a condição de filho seu (10 1.12), participante da sua família (Ef 2.19), com os pecados totalmente perdoados (Cl 2.13) e sem nenhuma condenação (Rm 8.1) e mais ainda: fazendo-o membro do corpo de Cristo (lCo 12.27)".

Extraído da Revista da UPH -Rev. José Joaquim da Cruz Filho