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domingo, 29 de novembro de 2009

O Deus Ainda Desconhecido

(ATOS 17.16-34)

Paulo havia sofrido perseguição em Tessalônica e não podia mais continuar ali (At 17 .1-9). Por prudência, os irmãos o levaram até Beréia, onde ele continuou pregando a Palavra de Deus. Por serem mais nobres, muitos creram no evangelho. Os perseguidores de Tessalônica tomaram conhecimento disso e foram também para Beréia, com o intuito de "excitar e perturbar o povo" (v. 13). Novamente Paulo é retirado dali e enviado para Atenas. Contudo, ele quer continuar sua missão enquanto aguarda a chegada de Silas e Timóteo (At 17.1O-1S). Ele não podia parar. Para o apóstolo, pregar a Palavra de Deus, anunciando as insondáveis riquezas de Cristo, era um grande privilégio e graça: "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais" (Ef 3.8-1O).
Hoje esse privilégio é nosso, igreja do Senhor Jesus, que por meio do novo nascimento nos tornamos "habitação de Deus no Espírito" (Ef 2.22). Mas, a despeito de todas as facilidades tecnológicas, dos meios de transporte e telecomunicações, do aumento considerável de crentes neste mundo, temos falhado nessa proclamação, e nosso Deus e Salvador ainda permanece desconhecido para um grande número de pessoas.
Paulo não se conformava com o fato de aquelas pessoas serem tão idólatras. Seu espírito se revoltava, e por isso ele falou da graça de Deus que está em Jesus Cristo, nosso Senhor. Talvez nos falte essa observação da idolatria reinante no mundo, pior talvez do que a daquela época.
Talvez estejamos tão acostumados com o mundo como está, sentindo-nos tão à vontade, que já não cause mais revolta em nosso espírito tudo que tem acontecido, e por isso não mais sintamos nenhuma necessidade de "notificar aos homens que todos, em toda parte, se arrependam" (At 17.30).
De que nós, varões das UPHs, precisamos para glorificar a Deus por meio da evangelização?

1. Visão da glória de Deus.

Paulo poderia ter passeado por Atenas descansando, depois de ter sido escorraçado de duas cidades. Poderia ter ficado fascinado com o esplendor da arquitetura, história e sabedoria da cidade. Contudo, nada disso o impressionou. O que ele viu primeiro não foi a beleza nem o brilhantismo da cidade, mas sua idolatria. O que temos contemplado ou com que temos nos impressionado?
Jesus disse que, se erguermos os olhos, veremos os campos já prontos para a ceifa (Jo 4.35). Aqui está o que pode fazer diferença: nossa visão. Não podemos esquecer que toda idolatria é pecado, seja antiga ou moderna, seja de objetos palpáveis ou conceitos abstratos. A idolatria inverte as posições entre Deus e nós, de modo que, em vez de reconhecer humildemente que Deus nos criou e nos governa, temos a ousadia de imaginar que podemos criar e governar o Senhor.
A visão terrena nos engana e embaraça. Observe o exemplo de Eva que "viu" o fruto proibido, e desejou-o. Ló "viu" as campinas do Jordão e caminhou em direção a Sodoma, em direção a uma terra devassa, e o pior, levando toda sua família (Gn 13.10 ss). Quando tirarmos os olhos da terra, erguendo-os ao "céu" para ver a glória de Deus, enxergaremos quanto nossos amigos, vizinhos, parentes, etc. necessitam de Jesus. Foi essa visão que motivou o apóstolo Paulo: "Pelo que, Ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial" (At 26.19). Já Isaías, depois de ver o Senhor assentado num alto e sublime trono, os serafins voando e louvando a Deus dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, respondeu prontamente ao Senhor dizendo:
"Eis-me aqui, envia-me a mim" Os 6.8). Onde você tem colocado seus olhos?

2. Amor e gratidão a Deus.

John Piper escreveu "Onde a paixão por Deus é fraca, o zelo por missões será fraco". Creio que isso é verdade. Paulo reconhecia sua gratidão a Deus por sua eleição e se considerava o menor de todos os apóstolos, ele considerava uma graça de Deus, um favor imerecido o Senhor comissioná-Io para anunciar suas maravilhas (Ef 3.8-10). Paulo escreveu que era devedor a todos, e isso o constrangia a pregar o evangelho (Rm 1.14,15). Atitude louvável, pois não espera recompensa ou resultados. Ao contrário de nós, Paulo temia calar-se e não anunciar o evangelho (lCo 9.16).

Paulo tinha ainda um constrangimento maior: o amor de Cristo ao morrer por nós (2Co 5.14,15). Ora, refletiu o apóstolo, se Cristo morreu por todos, já não devemos viver para nós, e sim para aquele que por nós morreu. Qual o tamanho do seu amor por Deus? Qual o tamanho da sua gratidão por ter Cristo morrido por você? Essas respostas darão orientação à sua dedicação em anunciar as grandezas daquele que nos amou e a si mesmo se entregou por nós (Ef 5.2).

O que impressiona não é apenas a mensagem de Paulo em Atenas, mas também a profundidade e o poder da sua motivação. Por que, apesar das grandes necessidades e oportunidades dos nossos dias, a igreja continua dormindo em paz, e tantos cristãos são surdos e mudos? Surdos diante da comissão de Cristo e amordaçados em relação ao testemunho. Por que não falamos como Paulo falou? Certamente porque não sentimos o que ele sentiu. O ciúme divino não se agitou em nós. Continuamos orando: Santificado seja o teu nome, mas não parece que nos importamos realmente com isso, ou com o fato de seu nome ser tão profanado.

Todo aquele que ama (103.16) deveria se comprometer com o que diz 1 João 3.16: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos." Certamente ainda temos muitos irmãos, eleitos desde a fundação do mundo, que estão escravizados pelo império das trevas, e que precisam ser transportados para o reino do Filho de Deus (CI 1.13). .

3. Sabedoria e ousadia para anunciar Jesus como Salvador.

Ao chegar ao Areópago (Areios Pagos, de 1\PElOÇ náyoç - Monte de Ares ou Marte para os romanos), Paulo começou seu discurso com uma referência gentil à religiosidade dos atenienses, sem ofensas ou ataques (d. At 17.22,23), mas não parou enquanto não apresentou o juízo de Deus e Jesus como Salvador. É bem possível que, se assim fizermos e aprendermos com esse exemplo bíblico, também conseguiremos falar do Deus desconhecido de muitos. Contudo, devemos também nos preparar para as reações possíveis.
Quando falou em ressurreição, referência essa que tinha despertado a curiosidade dos filósofos, foi o suficiente para encerrar a reunião de maneira abrupta. O resultado foi o escárnio ou zombaria de alguns, e desprezo e desinteresse de outros (v. 32). Paulo então se retirou dali, pois havia cumprido sua obrigação de anunciar o evangelho, deixando os resultados para Deus (v. 33). Contudo, o texto bíblico registra em seguida: "Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais" (v. 34).

Conclusão

Amados irmãos, vivemos em cidades que se assemelham a Atenas quanto à idolatria reinante. Isso tem "revoltado seu espírito?" (At 17.16). O que você tem feito quanto a isso? A apatia e o desinteresse não são próprios dos cristãos, já que vivemos para a glória de Deus. Os ídolos não estão limitados às sociedades primitivas, existem muitos ídolos sofisticados. Um ídolo é um substituto de Deus; qualquer pessoa ou coisa que ocupe o lugar que o Senhor deveria ocupar. A avareza é idolatria. As ideologias podem ser idolatrias, assim como a fama, a riqueza e o poder, o sexo, a comida, o álcool, pais, esposa, filhos e amigos, trabalho, lazer, etc.
Tudo começou com os olhos. Quando Paulo andou pelas ruas de Atenas, considerou e viu homens e mulheres criados à imagem e semelhança de Deus dando a ídolos a honra devida ao Senhor somente, e isso o indignou profundamente. Jesus chorou diante da impenitente cidade de Jerusalém. Moisés quebrou as tábuas da Lei quando percebeu que o povo se entregou à promiscuidade e idolatria. Será que já fomos perturbados pelas cidades idólatras onde moramos?

Extraído da Revista da UPH -Rev. Carlos Garcia