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sábado, 5 de dezembro de 2009

O Espirito Santo e a Bíblia

Muitos evangélicos atuais bradam a máxima: "a letra mata, mas o espírito vivifica", e isso buscando se apoiar no texto de 2 Coríntios 3.6. Mas eis aí um bom exemplo de má interpretação de um texto bíblico. Mas as pessoas que consideram o texto desse modo o fazem desejando afirmar que é melhor ser mais "espiritual" do que ficar preso à interpretação da Bíblia.
No outro extremo há os que se dedicam a aprender as línguas originais, estudam exegese e hermenêutica procurando interpretar os textos bíblicos da melhor maneira possível, mas essa melhor maneira muitas vezes se apoia somente na parte técnica e desconsidera aquele do qual a Bíblia fala que nos "guiará a toda a verdade" (10 16.13), pois ele é o "Espírito da verdade".
Paul E. Brownismo é editor da Grace Magazine, professor na EMF School of Evangelism e do London Theological Seminary, e também pastor da Dunstable Baptist Church, em Bedfordshire, Inglaterra. Ao escrever O Espírito Santo e a Bzolia (tradução de The Holy Spirit and the Bible, Cultura Cristã, 208 págs.) ele conectou Espírito e interpretação bíblica, ou melhor, nos lembrou que a obra reveladora do Espírito é essencial na interpretação das Escrituras. O livro trata do que o Novo Testamento diz sobre a unção do Espírito Santo e o seu papel como instrutor e revelador. São examinadas as referências ao ministério do Espírito Santo no ensino e na iluminação, em relação aos temas atuais da hermenêutica bíblica.
A obra é estruturada de acordo com a sequencia dos livros do Novo Testamento.
Portanto, ela inicia tratando dos evangelhos sinóticos, mas considerando à parte o início e o final do Evangelho de Lucas, o que considera com o livro de Atos. Em seguida são abordadas as passagens relativas ao tema do livro no Evangelho de João. Assim continua o estudo do tema até chegarmos ao livro do Apocalipse.
O autor analisa cada uma das perícopes referentes a sua abordagem. Fica claro que um estudo minucioso foi feito e a exposição desses textos é bastante clara e enriquecedora. Passagens que precisam ser apreciadas em conjunto com outras são assim tratadas, permitindo entender o tratamento que cada livro dá ao assunto. O final de cada capítulo apresenta um resumo, possibilitando ter ideia do todo do livro sobre a obra do Espírito Santo revelando e instruindo.
No capítulo que conclui o livro, Paul E. Brown resume as evidências do Novo Testamento e as relaciona à área da hermenêutica bíblica. Uma delas é que as pessoas não têm capacidade nem disposição para perceber e valorizar a verdade a respeito de Deus por elas mesmas, e isso por causa do pecado. É necessária a "luz do entendimento" que somente o Espírito Santo pode dar. O autor também destaca que há um modo especificamente cristão de ler e entender a Bíblia e explica como ele se difere das abordagens hermenêuticas comuns. Seu conceito é que a obra do Espírito Santo funde os horizontes do autor e do leitor. Aproxima-os, permitindo a compreensão adequada.
Essa é uma obra que precisa ser lida e estudada para que os equívocos quanto ao papel do Espírito Santo na interpretação bíblica sejam dirimidos. Precisamos aprender valorizar essa função do Santo Espírito, orando e pedindo sua iluminação para que possamos compreender corretamente a Palavra de Deus.

Extraído da Revista UPH