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sexta-feira, 26 de março de 2010

Dinheiro

Que me Falta Ainda?

“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19. 16-22).

Após impor as mãos sobre as crianças e abençoá-las, Jesus estava prosseguindo viagem pela Peréia, território além do Jordão, que naquele tempo, era dominado por Herodes Antipas. Ao longo do caminho, Jesus parava em várias cidades e aldeias, realizando sua obra. Em uma dessas paradas Jesus foi interpelado por um jovem que lhe fez uma pergunta interessante que chamou sua atenção: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”;. Quem era esse jovem? Qual a sua estratificação social? Lucas o descreve como sendo alguém de nível sócio-econômico elevado (Lc 18. 18). Sabe-se, a priori, que ele possuía tudo o que se podia desejar na terra em termos de bem estar social, conforto e segurança materiais. Marcos, por sua vez, menciona que este jovem, ao aproximar-se de Jesus, correu e ajoelhou-se aos seus pés (Mc 10. 17). Isso nos leva a concluir que aquele jovem tinha um forte sentimento religioso e estava muito preocupado com a expectativa da vida eterna. Ele havia recebido uma herança cultural dos seus progenitores cujo foco era direcionado para uma espiritualidade de preceitos, mas nunca havia cogitado acerca daquilo que era mais importante: a incompatibilidade entre amar o mundo e amar a Deus.

Seu sentimento religioso não passava de credulidade; sua religiosidade era legalista e sua alma era vazia. E por causa disso ele havia mergulhado em uma crise teológica sem precedentes que parecia insolúvel. Sua religiosidade não bastava. A última cartada de sua vida seria encontrar uma resposta para a pergunta que ninguém, além de Jesus, conseguiria responder: “Que me falta ainda?”. Esta pergunta continua sendo feita hoje. E respondê-la é o nosso maior desafio. A resposta é suficiente para completar todos os espaços vazios do coração e levar-nos a descobrir o sentido da vida. E na medida em que meditamos sobre a experiência daquele jovem, descobrimos também que a crise que você está vivendo agora não difere muito da situação daquele jovem. Mas como encontrar a resposta? Se por um lado, a crise que deu origem a esta pergunta está no seu coração, por outro lado, a resposta também só poderá ser encontrada no próprio coração. Dê uma olhada agora para dentro do seu coração. O que o primeiro olhar está te mostrando? O primeiro olhar para o interior do seu coração revela que uma das coisas que está faltando em você é converter o sentimento de amor em prática de amor. Aquele jovem rico havia dito para Jesus que amava o próximo como a si mesmo (Mt 19. 19b-20), mas ele tinha apenas o sentimento de amor ao próximo. A partir do momento que esse sentimento foi colocado à prova, submetido a teste, a uma comprovação prática, ele fracassou. E todo o seu esforço em amar havia sido inútil porque ele não havia convertido o sentimento de amor em prática de amor. Ele amava de palavra, de língua, mas não amava de fato e de verdade. O amor não se declara, se pratica. Neste caso, que me falta ainda?, você pergunta novamente. Um segundo olhar para o interior do seu coração revela que outra que está lhe faltando é compreender que só é possível alcançar o tesouro do céu quando se reparte o tesouro da terra. Aquele jovem foi orientado por Jesus a repartir o seu tesouro da terra; para conquistar o tesouro do céu. É óbvio que Jesus não está determinando que os nossos bens e propriedades sejam liberalmente distribuídos. Jesus trata individualmente com cada um de nós, e foi desta maneira que ele tratou com aquele jovem rico que queria ser perfeito. Lembra? Mas você não quer ser perfeito, e ainda que quisesse, sabe que isto é impossível! Portanto, Jesus não está exigindo a mesma coisa de você. Tudo o que Ele deseja é que você se dê conta que é um ser inacabado e longe da plenitude. Seu apelo sonoro é: Meu filho! Reparta os tesouros de amor e solidariedade e ajude aos necessitados ao seu redor. Divida com o próximo o que eu te dou com abundância!. C. S. Lewis, com muita lucidez, adverte: Façam do céu a sua meta, e a terra lhes será dada como brinde, fazendo da terra a sua meta, não receberão nenhum dos dois. Fazer do céu a principal meta é aproximar-se de Jesus de maneira tal que, cada dia, você se torne mais semelhante a ele. Fazendo isso, você estará colocando o seu coração naquilo que é mais precioso no universo: amor, compaixão, amizade... artigos não negociados nos mercados da vida, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Lc 12. 34). Para isso é necessário renúncia! E mais uma vez você se pergunta: “Que me falta ainda?” Um último olhar para o coração revela que uma das coisas que está lhe faltando é substituir o amor ao dinheiro pelo amor a Deus. Dois amigos conversavam sobre um terceiro que falecera há pouco tempo e havia sido um milionário. “Quanto ele deixou?”, perguntou um deles. “Deixou tudo. Até o último centavo”. Foi a sua resposta. Quem possui apenas bens materiais e neles confia parece ser rico, mas é a pessoa mais pobre e miserável do mundo. Alguém pode ter um bom emprego, um salário alto e fama, porém quando lhe falta a saúde, amigos verdadeiros, felicidade, amor, suas riquezas para nada servem, pois está fadado a viver uma vida solitária e morrer frustrado. O dinheiro não compra sequer a afeição de um animalzinho de estimação! Quando se trata de sentimentos, o dinheiro é uma das coisas mais inúteis do mundo! Preste atenção numa coisa: As melhores coisas da vida são sempre de graça e não custam nada. Há pessoas que dizem que são espirituais, que amam a Cristo, mas se vendem por qualquer punhado de prata. Há outras que não medem esforços para tirar vantagem de tudo, ainda que seja às custas do prejuízo de alguém. Há outras que se enriquecem de modo fraudulento, desonesto. Neste caso são extremamente pobres porque vendem o seu caráter. É melhor morrer a ser desonesto! É melhor perder tudo a perdermos a nós mesmos! Segundo a Bíblia, é a justiça de Deus que nos livra da morte. Os bens materiais nos abandonam, pois ao morrermos temos de deixar tudo, até o último centavo. Afinal, todas as nossas posses vêm de Deus. É a ele que devemos tudo o que honestamente possuímos. Cuidado! Quando você pensa que já chegou ao final da jornada, descobre, à semelhança daquele jovem, que a jornada está apenas começando. Quando menos esperar, você poderá ser surpreendido pela pergunta: que me falta ainda?, e a resposta será sempre um sinal de que você precisa recomeçar. Cecília Meireles diz o seguinte: “Aprendi com as árvores a me deixar cortar, e começar sempre de novo”;. Peça a Deus para ajudá-lo a preencher os espaços vazios de sua vida e não hesite em começar tudo de novo se for necessário.

Rev. Eurípedes da Conceição
Imagens: Internet