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sábado, 11 de setembro de 2010

ANGELOLOGIA - UMA DOUTRINA BÍBLICA

Tem crescido muito o mercado de livros evangélicos no Brasil.
Há algum tempo atrás era pequeno o número de editoras.
Hoje há perto de uma centena, espalhando literatura em todos os cantos. Não é, entretanto, pelo simples fato de levarem o rótulo de evangélicos, que editoras e escritores produzem livros baseados nas Escrituras, razão pela qual devemos ser criteriosos na escolha e compra de livros.
Há livros sobre anjos e demônios que não têm como fonte somente as Escrituras. Baseiam-se também em experiências ou alinham às informações bíblicas os ensinamentos do misticismo religioso do noso tempo.
Servem-nos, portanto, a advertência paulina: "Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo..." (Cl 2:8).
Devemos estudar Angelologia unicamente por uma perspectiva bíblica.
Os anjos são mencionados em toda Bíblia: 108 vezes Antigo Testamento e 175 vezes no Novo Testamento, 72 das quais no Apocalipse (Gama Leite, p. 11,12).


1- ANJOS NO ANTIGO TESTAMENTO


Em todas as partes do Antigo Testamento os anjos são mencionados.

1. Nos livros da lei
Nesta parte da Bíblia os anjos aparecem em muitas ocasiões.
a. Gênesis: logo em Gn 3:24 são mencionados os querubins, anjos que guardavam o jardim do Eden. Mais adiante encontramos um anjo falando a Agar (Gn 16:7); outros dialogando com Abraão (Gn 18:2;22:11); outros livaram Jó e sua familia de serem destruídos junto com Sodoma e Gomorra (Gn 19:1); outros apareceram numa visão a Jacó e um deles lutou com o patriarca (Gn 28:12 e 32:24).
b. Êxodo: este livro faz menção do anjo de Deus que ia adiante do povo de Israel (cf. Êx 23:20; 32:34).
c. Números: Moisés faz referência à proteção dispensada pelo anjo de Deus a Israel, quando envia uma mensagem ao rei de Edom, solicitando passagem pelas terras do seu domínio (Nm 20: 16). Um anjo também aparece a Balaão, repreendendo-o por ter espancado a jumenta (Nm 22: 31-35).

2. Nos livros históricos
Nestes há algumas referências a anjos.
a. Juízes: um anjo aparece repreendendo os israelitas (Jz 2:1); o anjo do Senhor é mencionado no cântico de Débora (Jz 5: 2); um anjo foi instrumento de Deus para a vocação de Gideão (Jz 6: 11) e outro anunciou o nascimento de Sansão (Jz 13: 3).
b. Livros dos Reis: os anjos também estiveram em ação: um confortou a Elias (1 Rs 19:7; 2 Rs 1:3), outro feriu os assirios (2 Rs 19: 35).

3. Nos livros poéticos
Os anjos aparecem em jó e em Salmos.
a. Jó: foi provavelmente o primeiro livro da Bíblia a ser escrito e já temos a evidência da crença na existência dos anjos. São mencionados por Elifaz (Jó 4:18) e por Eliú (Jó 33: 23,24), e em Jó 1: 6;2:1e 38:7, onde aparece  a expressão filhos de Deus, "pode-se afirmar que eram anjos, pois dizem respeito a seres criados imediatamente por Deus, sem intermediários" (Gama Leite, p.12).
b. Salmos: anjos são mencionados algumas vezes, entre as quais em Sl 29:1; 91: 1,12; 103:20.

4. Nos profetas
Há nos livros proféticos registro de várias visões em que aparecem anjos:
a. Isaías viu serafins por cima do templo (Is 6:2);
b. Em Daniel 3: 25, um ser "semelhante a um filho dos deuses", com o qual os amigos de Daniel foram vistos pelo rei Nabucodonosor, passeando na fornalha, pode ter sido um anjo; o profeta também testifica que foi um anjo que fechou a boca dos leões (Dn 6: 22).

Portanto basta folhear o Antigo Testamento para notar que os anjos "não são símbolos, alegorías ou criações míticas. Ao contrário, são seres reais, objeto de fé do povo de Israel, o qual admitia que Deus se servia dos anjos para governar o mundo e dirigir os rumos da história" (Macintyre, p.52).


2 - NO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento reafirma a doutrina dos anjos exposta no Antigo.

1. Nos Evangelhos
Podemos constatar, primeiro, que os anjos aparecem nesta parte a algumas pessoas, às quais comunicam alguma revelação: a José (Mt 1: 20,24; 2: 13,19), a Maria (Lc 1: 26) e a Zacarias (Lc 1: 11, 13).
Aparecem também servindo ao Filho de Deus no deserto (Mc 1: 13) e anunciando Sua ressurreição (Mt 28: 2).
Jesus mesmo ensinou sobre a atuação deles, conforme o registro dos evangelistas (Mt 13: 39, 49; 18: 10; 22:30; Mc 12: 25; Lc 15: 10; 16: 22).

2. Em Atos dos Apóstolos
Logo no início deste livro, os anjos aparecem na ascenção de  Jesus Cristo (At 1: 10,11).
Depois surgem falando a Filipe (At 8: 26), a Cornélio (At 10:3; 11: 13) e a Paulo (At 27: 23).

3. Nas cartas paulinas
Nesta secção  do  Novo Testamento desenvolve-se a doutrina. Por 14 vezes a palavra "anjo" é mencionada.
a. Paulo não só acreditava na existência deles, como também em seus serviços (cf. Rm 8: 38; Gl 3: 19).
b. Paulo afirma que os anjos são criaturas  de Deus e como tais estão sujeitas a Cristo (Cl 1: 16; Fp 2: 10).
c. Paulo ensina que, quando na terra, Jesus Cristo foi assistido pelos anjos (1 Tm 3: 16); que quando Cristo voltar, se ouvirá a voz do arcanjo (1 Ts 4: 16) e que a lei foi transmitida pelo ministério dos anjos (Gl
d. Paulo, por outro lado, adverte quanto ao perigo de se dar crédito a um evangelho pregado por algum anjo (Gl 1:8) e mostra aos crentes de Colossos o erro de comparar Cristo aos anjos (Cl 2:18).

4. Na carta aos Hebreus
Nesta carta os anjos aparecem mencionados 13 vezes. O propósito do autor é demonstrar a superioridade de Jesus Cristo sobre eles (cf. Hb 1:4,5,13,14; 2: 2,5,7,9; 12: 22).

2.5. Nas cartas de Pedro
O apóstolo  Pedro ensina sobre a justiça divina aplicada aos anjos decaídos (2 Pe 2: 4, 10) e sobre a sujeição dos anjos a Jesus Cristo (1 Pe 3: 22).

5. No Apocalipse
Neste livro a palavra "anjo" aparece 72 vezes, nas quais os seres angelicais desempenham variados papéis.
a. Os anjos compõem um coro ao redor do trono de Deus (Ap 5: 11).
b. Os anjos estão diante dEle prontos a executar suas ordens (Ap 8: 2).
c. Os anjos são os intrumentos de aplicação do juízo de Deus sobre a terra (cf. Ap 14: 15; 15: 1).

CONCLUSÃO

A Bíblia nos ensina sobre os anjos, e este ensino é suficiente para o nosso entendimento a respeito destes seres angelicais. Recorrer a outras fontes oferece o risco de se desviar da reta doutrina que as Escrituras contêm.

Por Vanderli Lima Carneiro
Ilustração: Joseval Oliveira