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terça-feira, 7 de setembro de 2010

ANJOS - A ONDA TEOLÓGICA DO MOMENTO

INTRODUÇÃO

Por volta da metade da decada de 90 irrompeu uma onda doutrinária a respeito dos anjos. Desde então têm sido produzidas várias obras sobre o assunto nos meios religiosos não cristãos. Muitas destas obras se ocupam em mostrar que a doutrina dos anjos é uma herança das religiões orientais, e são carregadas de misticismo. A mídia, especialmente a televisão, encarregou-se de espalhar os conceitos errôneos sobre os anjos, explorando a credulidade de pessoas espiritualmente fracas e supersticiosas. Em consequência, os cristãos correm o risco de serem influenciados por esses "ventos de doutrina" que, não raro, sopram sobre os arraiais evangélicos.

Pensando em nos livrarmos destas influências, vamos estudar sobre os anjos. Nos ocuparemos em considerar as razões por que a doutrina da angeologia não te sido bem estudada pelos cristãos e as objeções que, durante os tempos, têm sido feitas à existência dos anjos.

1. ANGELOLOGIA - UMA DOUTRINA ESQUECIDA


Angelologia é o estudo referente aos anjos. É uma palavra vinda do encontro de outras duas palavras: angelos e logia, palavras gregas que significam anjos e estudo, respectivamente. É um assunto de pouco interesse entre os evangélicos de modo geral. O Dr. Ebenézer Soares Ferreira ("Angelologia" - págs. 11,12) sugere algumas razões por que os estudiosos da Bíblia e da Teologia têm dado pouca atenção a este assunto:

1. As sutilezas escolásticas

O Escolasticismo foi uma forma de pensar dos filósofos e teólogos, que vieram a ser chamados de escolásticos, no período da idade Média (período histórico entre o começo do século V e meados do século XV). Muitos assuntos eram tratados com profundidade, mas às vezes eles desciam a considerações banais. Foi assim que trataram a doutrina dos anjos, levantando questões sem nenhuma relevância para a sua compreensão, como, por exemplo:
(1) Quantos anjos poderiam permanecer na ponta de uma agulha?
(2) Um anjo poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo?
(3) Os anjos da guarda vigiam as crianças desde o nascimento? depois de batizadas? ou já desde o embrião?
Estas sutilezas dos escolásticos terminaram por desinteressar os teólogos evangélicos a refletirem sobre angelologia, ou provocaram neles o receio de serem considerados escolásticos se viessem a abordar o assunto.

 2.   O Cristocentrismo

Embora ser Cristocêntrico seja uma exigência para o cristão e para o Cristianismo, porque devemos dar preeminência a Cristo e anunciar uma mensagem eminentemente Cristocêntrica (1 Co 1:23), corremos o risco de, procedendo assim, pôr de lado outras doutrinas. A doutrina dos anjos é uma questão de revelação de Deus, desde o Gênesis ao Apocalipse (cf. Gn 3: 24, onde o Senhor põe querubins a guardar o jardim do Éden e Ap 22:8), e não podemos ser ignorantes sobre qualquer aspecto da Revelação. Se a angelologia é uma doutrina bíblica, é importante que a estudemos.

3.   As mistificações

Hoje se apregoa, por toda a parte, a aparição de anjos que fazem milagres, que movem pessoas de um lugar para outro... Anjos são vistos nos cantos superiores das naves dos templos, pousados nos lustres... Estas mistificações causam repulsa e levam a considerar o assunto dos anjos uma questão de crendice popular ou de superstição, que não merece uma reflexão séria. Esta é, provavelmente, mais uma razão por que a doutrina dos anjos é esquecida.

Entretanto, ao invés de esquecê-la, apenas deveríamos nos livrar do misticismo em torno dos anjos. Foi isto que Paulo condenou quando escreveu aos crentes de Colossos, que, influenciados por práticas pagãs, corriam também o risco de prestarem adoração a anjos, e não a Deus (Cl 2: 18).


2 - OBJEÇÕES À DOUTRINA DOS ANJOS

Em qualquer tempo da história a doutrina dos anjos tem encontrado oponentes e contestadores.


1. A doutrina dos saduceus
Os saduceus compunham uma seita judáica, que floresceu na Palestina desde os fins do século II a.C. até aos fins do século I d.C. Duas doutrinas em que os saduceus diferenciavam dos estudiosos de sua época eram:


a. a negação da ressurreição dos mortos (Mt 22:23), e
b. a inexistência dos anjos (At 23: 8).


Estes dois erros doutrinários dos saduceus foram condenados pelos ensinos de Jesus, que reafirma a doutrina da ressurreição e a existência dos anjos com um mesmo argumento: "Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são porém, como os anjos no céu" (Mt 22:30).


2. O racionalismo
Do ponto de vista dos racionalistas, a existência dos anjos é uma aberração, pois foge dos princípios da razão e da ciência.
Consequentemente, eles vêem a crença na existência dos anjos como uma forma de politeísmo primitivo, que teve sua evolução no judaísmo.
Este pensamento racionalista não é coerente, pois a doutrina judaíca é essencialmente monoteísta. Os anjos não são deuses; são seres espirituais que Deus usa (cf. Hb 1:7). Os anjos bons nunca se manifestam como um deus, mas como mensageiros de Deus, incumbidos de uma tarefa específica; e os anjos maus seres espirituais rebelados contra Deus, ainda a Ele sujeitos (Jó 1: 6-12; 2: 1-6). Rejeita-se também essa opinião racionalista, porque ela exclui a inteferência divina na história e na vida dos homens que, diversas vezes, foi feita através da ação dos anjos.


3. O materialismo
Os materialistas negam a existência de um mundo espiritual; por isso também negam a existência dos anjos. Só aceitam a realidade do mundo material, rejeitando tudo o que vá além da matéria. Contrariam a vontade de Deus, porque "só se preocupam com as cousas terrenas", e estão condenados à perdição (Fp 3: 17-4:1).


4. O espiritismo
A doutrina espírita sobre os anjos se encaixa devidamente no conjunto da sua estrutura doutrinária, cuja linha mestra é a reencarnação. O espiritismo ensina que os anjos são almas dos mortos que, depois de várias etapas de reencarnação, alcançaram um grau máximo de perfeição. Assim, negam a existência distinta dos seres angelicais.
Para eles, tanto os anjos bons como os maus ou demônios inexistem. Estes últimos, dizem são almas desencarnadas.
Rejeitamos a doutrina da reencarnação, refutando-a com textos bíblicos, como o de Hb 9:27: "Aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo".
Ninguém há que, tendo passado desta vida para a outra, volta, mesmo que seja para um bom propósito, e muito menos para habitar em outro corpo (Lc 16: 27-31).

CONCLUSÃO

Hoje, diante do interesse cada vez maior no ocultismo, nos objetos voadores não indentificados (OVNIs), na existência de vida em outros planetas e nas revelações místicas, tona-se relevante um estudo sobre anjos com base nas Escrituras.
Precisamos estudar seriamente o assunto, para termos segurança, diante de tanta ignorância a respeito ou de tanta deturpação da verdadeira doutrina.

Por  Pr.Vanderlei Lima Carneiro
Ilustração: Joseval Oliveira