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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu era ateu convicto e tornei-me um cristão apaixonado

Sempre acreditei que todo ateu que tenta, com sinceridade, provar suas convicções, um dia acaba se convencendo da existência de Deus

Desde a minha adolescência, sempre me preocupou a situação daqueles que se consideram ateus, ou seja, que descrêem do Deus, do cristianismo ou mesmo do sagrado. Filho de pastor pentecostal e oriundo de uma família de tradição evangélica, acostumei-me, desde cedo, às coisas espirituais. Por isso mesmo, custava a acreditar que alguém pudesse duvidar da existência do Senhor. Conviver com alguém assim, então, era muito complicado. Mas eu lembro de um colega, o Moacir, que era um caso à parte. Estudamos juntos lá em Manaus, durante o curso científico, hoje chamado ensino médio. Em geral, não era o aluno mais destacado da classe – mas brilhava em disciplinas como matemática e física. Tanto que, quando começamos a aprender análise infinitesimal, o Moacir já desenvolvia estudos e pesquisas sobre conteúdos universitários envolvendo mecânica racional, programação linear e outros assuntos cabeludos.
Apesar da nossa diferença fundamental – eu, crente; ele, ateu –, éramos grandes amigos. Eu também tinha inclinação para as ciências exatas, e por isso nutríamos admiração mútua. Mas tínhamos intermináveis discussões acerca da existência, ou não, de Deus. Em seu ateísmo, Moacir era um pesquisador, o que me obrigava, em contrapartida, a ler bastante para sustentar minha crença. Naquela época, até li, e ele também, o notório livro E a Bíblia tinha razão. Quando terminavam as aulas noturnas, ficávamos nós dois discutindo religião na praça em frente ao colégio. Muitas vezes, analisando a inteligência e a disposição para a pesquisa do meu colega, eu acreditava que todo ateu, tentando, com sinceridade, provar suas convicções, um dia se convenceria da existência de Deus.
Psiquiatra, ateu e cético, o pesquisador brasileiro Augusto Jorge Cury, autor do livro Análise da inteligência de Cristo, é um desses. Entrevistado aqui mesmo na ECLÉSIA [N. da redação: edição nº 86, fevereiro de 2003], ele disse, com todas as letras: “Eu era ateu convicto e tornei-me um cristão apaixonado”. Sua obra é uma minuciosa pesquisa da natureza do homem Jesus, tomando por base os pressupostos da psicologia e avaliando seu comportamento e personalidade enquanto viveu aqui na Terra. Ali, o autor enfatiza que Cristo foi e continua sendo um enigma para os intelectuais de todas as gerações: “Confundia a mente e, ao mesmo tempo, causava profunda admiração nas pessoas que passavam por ele, até dos seus opositores”.
Mas o que fez aquele empedernido intelectual mudar completamente seus conceitos acerca do divino? A resposta está nos estudos que fez acerca do homem de Nazaré, a começar por sua misteriosa origem. Segundo Cury, “A ciência não tem como comprovar ou negar esse fato, principalmente porque as últimas descobertas sobre a cientificidade da clonagem impedem a contestação de que Cristo possa ter origem biológica a partir, apenas, da carga genética de Maria, sua mãe”. Claro – afinal, de acordo com a Palavra de Deus, Jesus foi miraculosamente concebido pelo Espírito Santo.
O fato é que a sabedoria de Deus confunde os sábios deste mundo. Mesmo famosos céticos da História, como o francês Voltaire, crítico feroz da crença em Deus, surpreendeu os iluministas da Europa do século 18. Ao fim de seus dias, o filósofo declarou o seguinte: “O relógio denota que há um relojoeiro, assim como a existência do homem prova a preexistência de Deus.” Quando o ateísmo floresceu com força jamais vista, durante os séculos 19 e 20 – fortalecido pelos pensamentos de homens como Darwin, Freud, Nietszche e Marx –, sinalizou-se a inauguração de um mundo sem o sagrado, onde a ciência conduziria o homem a dar saltos de prosperidade. Mas o tempo provou o contrário. Após duas grandes guerras, conflitos generalizados em todo o mundo, epidemias, falência de utopias, crise global nas áreas econômica, social e psicológica e a explosão do terrorismo, a humanidade, insegura, procura, mais do que nunca, por Deus.
Mas voltemos ao meu amigo Moacir. Com o passar dos anos, as opções e os compromissos da vida acabaram levando eu e ele a trilhar caminhos diversos. Ambos crescemos, amadurecemos, constituímos família e consolidamos carreira. Enfim, a vida nos separou. Pois eis que, pouco tempo atrás, recebi uma carta do respeitado professor Raimundo Moacir de Lima, chefe do Departamento de Ciências Exatas da Universidade Federal do Amazonas – ele mesmo, o Moacir, que tanto se batera comigo na juventude tentando me convencer de que Deus não existia. Diz um trecho da carta: “Sinto necessidade de te comunicar que abandonei o ateísmo. Aceitei a Jesus, e hoje congrego na Igreja Batista Nacional de Vitória Régia. Em um testemunho público, mencionei as conversas que tínhamos naquela praça até tarde da noite, nas quais inutilmente te afastar da fé.
“Tuas respostas firmes, teu exemplo, a Bíblia que me deste de presente e a tua palavra – iluminada pelo Espírito Santo de Deus – certamente tiveram papel na minha experiência posterior com Cristo. Muito obrigado por teres resistido; muito obrigado pelo exemplo de fé. A paz do Senhor esteja sempre conosco. Do irmão em Cristo e amigo Moacir (do Colégio Estadual do Amazonas, turma de 1964).”

Por José Fernandes http://www.eclesia.com.br
Ilustração: Internet