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domingo, 31 de outubro de 2010

O Credo Apostólico - UMA HERANÇA HISTÓRICA-

A Igreja Cristã não esteve sempre dividida por muitas das barreiras e discordâncias que hoje existem.
Apesar de perseguições tentarem destruir a igreja primitiva, ela se tornou mais forte a cada onda de ataque. Heresias e divisões a ameaçaram quase desde o seu início, mas a igreja visível permaneceu virtualmente uma até o grande cisma entre o Oriente e Ocidente no século 11.
No século 16, outra significativa divisão atingiu a igreja ocidental quando Roma, então centro do poder político e religioso da igreja dominante, excomungou um monge agostiniano chamado Martinho Lutero, recusando a Reforma proposta.
No Concílio de Trento (1545-1563) Roma fechou oficialmente as portas para as contribuições teológicas dos reformadores, os quais se esforçavam por corrigir falhas graves que haviam sido desenvolvidas ao longo dos séculos anteriores.
As palavras familiares do Credo dos Apóstolos, acima, são um resumo histórico e simples das verdades essenciais professadas pelos primeiros cristãos. Embora esta confissão não seja, certamente, uma produção direta dos doze apóstolos de Cristo, é comumente aceito que ela consiste em uma declaração resumida dos seus ensinos e está em perfeita harmonia com o espirito do Novo Testamento.
Muitos católicos conhecem bem esse credo. E se espantam ao descobrir que os protestantes também o conhecem. Do mesmo modo, alguns protestantes se surpreendem quando ouvem um companheiro evangélico recitá-lo. Quase sempre, os evangélicos ficam até mesmo mais surpresos ao descobrirem que existe um credo antigo que, muito mais do que apenas um documento misterioso e abstrato, é uma viva e vibrante profissão das verdades essenciais cridas por todos os cristãos ao longo dos séculos.
Aqui está um ponto de partida universal para a declaração cristã - um credo que expressa as verdades vitais e fundamentais confessadas pelos crentes muito antes da ruptura da igreja visível nos séculos 11 e 16. Entretanto, nem tudo o que precisa ser professado pelos modernos cristãos está contido nele. Por exemplo, esse documento não menciona a graça de Deus na salvação. Também não há nele referência alguma à autoridade das Escrituras. Não obstante tudo isso, ele é um bom começo - um ponto de partida para todas as confissões cristãs históricas - e uma excelente declaração de fé para os momentos de culto comunitário.
A confiança viva em Cristo requer uma fé cristã alicerçada tanto na História quanto na experiência presente. A verdadeira confissão não pode existir sem o Novo Testamento e este exige que confessemos nossa fidelidade a Cristo, tanto à sua pessoa como à sua obra. Todos aqueles que confessam seu amor a Cristo precisam compreender isso.
"Mas, eu sou um cristão evangélico", você vai dizer. "Eu não posso confessar fidelidade à 'santa igreja católica'."
Ao longo dos séculos, crentes têm sempre confessado sua fé ao confirmar sua crença na santa igreja católica. É que a palavra Católica significa universal, antes  de ser usada como nome próprio da igreja de Roma. E a igreja de Cristo, em razão de estar espalhada por toda a terra, abrangendo pessoas de todas as origens, tanto sociais quanto étnicas (Ap 5.9), é uma igreja católica (significa universal). Todos os cristãos de todos os tempos e lugares formam a igreja universal, ou católica, de Cristo.
Adaptado de O Mistério Católico, de John Armstrong [Ed.Cristã], cap.1
Ilustração: Joseval Oliveira