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domingo, 26 de dezembro de 2010

HONRADO SEJA O MATRIMÔNIO

Os pecados sexuais na verdade são os mais condenados pelas Escrituras, e sem dúvida são a maior barreira para que os rios de água viva fluam na Igreja de Cristo. A violação do sétimo mandamento: “Não adulterarás” (Êx 20.14) afigurava-se um pecado tão grave, que, no Antigo Testamento, era punido com a pena de morte (Dt 22.22). Esse pecado, porém, na nova dispensação é mais grave ainda, pois, caso não se arrependam para serem restaurados, os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus e não herdarão a vida eterna (1Co 6.9).

Às vezes indagam-me como pode a sexualidade, um dom natural, concedido por Deus, vir a ser impura? Está bem, a sexualidade em si não é suja, ao contrário, é tão limpa quanto benfazeja, uma vez que é provida e aprovada por Deus para o bem das suas criaturas. Mas quando se realiza fora dos padrões divinos, evidentemente torna-se impura.

Ora, o padrão de Deus para a sexualidade consiste exclusivamente no modelo da união conjugal. Deus criou o homem e a mulher como seres sexuais completamente opostos, porém com mútua e natural atração. Devem, no entanto, compreender que não foram formados um só para muitos, nem tampouco muitos para um só. Na verdade, foram criados um para o outro. Então o homem segundo a Palavra “apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” (Gn 2.4).

O casamento, por conseguinte, é o estado em que o homem e a mulher podem viver juntos, mantendo relações sexuais entre si, não só com a aprovação da sociedade, mas também com o beneplácito de Deus. Na verdade, só mesmo um relacionamento íntimo, porém fundado no mais puro e verdadeiro amor conjugal, não deixaria qualquer marca do pecado, nem carregaria algum sentimento de culpa.

Por isso, diz a Palavra de Deus que a união conjugal deve ser a mais honrada entre todas as demais uniões (Hb 13.4). Claro está que, para vir a ser o matrimônio puramente honrado, as relações íntimas de cada um dos cônjuges só poderão acontecer entre eles mesmos. Quer isso dizer que sexo, ou intimidade física, ou qualquer manifestação de sexualidade, só mesmo será lícito a casais unidos pelo matrimônio.

Levando-se em conta que a relação entre um homem e uma mulher é algo tão íntimo que ninguém poderia impedir, Deus ordenou que deixassem lar, pais, família e amigos, a fim de que, em um vínculo sem par, tanto corporal quanto espiritual, se unissem no casamento, tornando-se uma só carne. Esta união é considerada tão importante que, figuradamente ilustra a relação entre Deus e seu povo (Jr 3), e o vínculo permanente entre Cristo e sua Igreja (Ef 5.22, 23).

O texto citado acima faz referência ao livro de Gênesis (2.24), onde Deus, instituindo o matrimônio, enfatiza a completa identificação de marido e mulher, indicando ainda que o casamento deve ser monogâmico, isto é, entre um só homem e uma só mulher, bem como heterossexual, por exemplo, somente entre homem e mulher, devendo ainda ser estável.

Diz a passagem de Gênesis que a união conjugal, como vínculo de amor, constitui a um só tempo ato de abjuração e apego, pois ele ou ela deixará pai e mãe, para unir-se a ela ou ele por toda a vida. Significa isso renunciar aos bens e ao conforto do lar, ao carinho, à proteção e aos cuidados dos pais, a fim de, em um misto de alegria e tristeza, dedicar-se inteiramente ao bem-amado. Caso se interrompa esse processo de separação, corre a união o risco de fracassar.

É óbvio que os compromissos matrimoniais não anulam os deveres para com os pais, ou quaisquer outros relacionamentos, mas, com certeza, os vínculos conjugais são mais importantes que todos os demais. A expressão bíblica “e unir-se-á à sua mulher” (Mc 10.7), referindo-se à união íntima, na verdade, ao enlace matrimonial propriamente dito, deriva-se do grego proskollao, um verbo que, indicando união, significa cimentado. Por exemplo, os dois unidos em uma só pessoa compartilham da mesma substância carnal.

Afigura-se aí uma simbiose mística, ou seja, um relacionamento inexplicável de energia físico-espiritual, que só pode verificar-se em um autêntico relacionamento entre marido e esposa, unidos para viverem como se fossem uma só pessoa, assim em uma convivência sem reservas, e de íntimo companheirismo, em qualquer circunstância, seja na alegria, ou na tristeza, no prazer, ou no sofrimento.

O fato é que complementando um ao outro no matrimônio, marido e mulher combinam-se para formar um ser humano perfeito, daí o simbolismo da união plena entre a noiva e o Cordeiro, isto é, entre Cristo e sua Igreja. Não é sem razão que, a respeito do casamento, o Senhor Jesus tenha instituído tão novo quanto originário mandamento, segundo o qual “o que ajuntou Deus, não o separe o homem” (Mt 19.6).

Como instituição da divindade, aprovada por Deus, o matrimônio deve ser respeitado por todos, não só pela sociedade, mas principalmente pelos próprios cônjuges. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4).

Lembre-se ainda de que o manancial de um relacionamento a dois, afetuoso, verdadeiro, santo e puro, só poderá ser encontrado no matrimônio. Esse bem, essa ventura só encontrará o homem na sua própria esposa, como também a mulher no seu próprio marido. O prazer sexual no casamento, como instituição divina, é essencialmente legítimo, devendo os cônjuges considerar um ao outro como dádiva especial da parte de Deus, devendo amá-lo com prazer, pureza e ações de graça.

Isso recomenda o Senhor nesta bela e figurada passagem de Provérbios: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Pv 5.15-19).

O amor conjugal verdadeiro, além do mais, constitui uma bênção tão cara que jamais poderia vir a ser trocada por nenhum preço. Ora, realizar o casamento só por dinheiro, ou seja, tentar adquirir ou ceder o amor exclusivamente em troca de bens materiais, como muita gente tenta fazer freqüentemente, na verdade constitui algo tanto impossível quanto deplorável.

Além de contrariar a índole do ser humano, o casamento por dinheiro, ou por interesses materiais, vai de encontro também aos princípios divinos estabelecidos para o matrimônio, segundo os quais a união conjugal deve ser livre, espontânea, bem como, necessariamente, afetiva. “Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor, certamente os desprezariam” (Ct 8.7).

Considerando-se ainda que não só “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18), como também “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6), o casamento evita a impureza sexual, pois implica satisfação mutuamente idealizada. Isso Paulo ensina em sua primeira carta aos coríntios (7.3-5), esclarecendo que na reciprocidade matrimonial cada um dos cônjuges tem seus próprios direitos, como também deveres para com o outro.

Diz o referido texto: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que satanás não vos tente por causa da incontinência.”

Isso significa que cada um dos casados deve abrir mão do direito exclusivo do seu próprio corpo, transferindo esse direito ao outro cônjuge. Por conseguinte, nem marido nem mulher devem deixar de atender aos desejos sexuais normais do outro, uma vez que fugir à responsabilidade em satisfazer a esses desejos, que na verdade são naturais e ainda providos por Deus, seria expor um ao outro aos perigos das tentações e dos desvios sexuais, que por outro lado poderiam levá-los ao adultério e às impurezas sexuais, e conseqüentemente ao desastre conjugal.

Não é à toa que dizem ser o casamento o único programa de sexo seguro. Adverte a Palavra que “por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1Co 7.2). Na verdade, só mesmo um matrimônio estável poderia evitar não só os perigos das tentações da carne, como ainda os riscos das doenças sexualmente transmissíveis, cuja possibilidade é maior por meio do sexo ilícito, principalmente da promiscuidade do sexualismo.

Considerando, pois, que a intimidade conjugal é algo tão peculiar que exige do casal não só mútua, mas, ainda, inteira dedicação, como também especial atenção de um para com o outro, a união matrimonial verdadeiramente é o mais sagrado de todos os vínculos interpessoais, daí porque de todos os males que se possa condenar em um casamento, o maior deles, inquestionavelmente, é a infidelidade conjugal, não só a caracterizada pelo adultério, como também a de qualquer outro desvio da sexualidade.

Se os casais ou noivos, membros da Igreja, infiéis entre si, vivem nas impurezas sexuais, a Igreja, como corpo de Cristo, torna-se também infiel para com Deus, uma vez que a impureza de um membro contamina todo o corpo.
Que é impureza sexual?

Quando o crente começa a deixar o primeiro amor, o amor a Cristo, começa também a se despertar para o mundanismo, como, para o erotismo, a lascívia, o adultério e outras impurezas sexuais. Significando amor ao mundo e não a Deus, as impurezas sexuais constituem o maior empecilho para a vinda de um reavivamento do Espírito, tanto para o indivíduo quanto para a Igreja de Cristo.

A propósito, toda situação de impureza sexual, por exemplo, namoro erótico inconseqüente, fornicação, adultério, incesto, homossexualismo e outros desvios de natureza sexual, são iniqüidades consideradas ultrajantes a Deus, uma vez que violariam o corpo do crente, na verdade, o templo do Espírito Santo. Observe-se que além de produzir uma inimizade do crente para com Deus, provocando separação entre ambos, os pecados sexuais podem ainda causar uma perda irreparável, já que uma vez consumado, o pecado pode gerar a morte (Tg 1.15).

Já dissemos que os pecados sexuais na verdade são os mais condenados pela Palavra de Deus. E que a violação do sétimo mandamento “Não adulterarás” (Êx 20.14), afigurava-se um pecado tão grave, que, no Antigo Testamento era punido com a pena de morte (Dt 22.22). Dissemos também que na dispensação da graça esse pecado é mais grave ainda, pois, caso não se arrependam e sejam restaurados, os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus e não herdarão a vida eterna (1Co 6.9).

O profeta Isaías (59.2, 12) disse que, pelo fato de se multiplicarem perante Deus as nossas transgressões, os nossos pecados (incluindo-se os das impurezas sexuais), não só testificam contra nós, senão que também fazem uma separação entre nós e o nosso Deus, de sorte que o nosso canal de comunicação fica totalmente obstruído. Então, nenhuma bênção, nenhum poder, nenhum progresso espiritual acontece.

O pecado, na verdade, seja qual for, faz uma separação entre nós e o nosso Deus, precisando ser removido, não só para que seja restabelecida a nossa comunhão com o Pai, mas também para que o Espírito Santo possa vir a ser derramado sobre nós. “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2Tm 2.21).

Convertendo-se em uma dolorosa imoralidade, o sexo ilícito, ou qualquer desvio da sexualidade, antes ou fora do casamento, são os pecados mais infames, e, por isso, constituem, sem dúvida, um grande obstáculo à manifestação do Espírito Santo, seja no indivíduo ou na Igreja de Cristo. Por isso, severo, porém, amoroso Jesus nos adverte, e nos chama ao arrependimento e à renovação espiritual: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2.4, 5).

A verdade é que as impurezas sexuais correm soltas em muitas igrejas, aliás, como se fossem a coisa mais natural do mundo, parecendo até que deixaram de ser pecado. Observe-se que já não se ouve mais, em muitas igrejas, pregações advertindo sobre as impurezas ou desvios sexuais. Talvez porque, já contaminados pelo mal, os próprios pregadores estejam envolvidos nesses pecados.

Diz a Palavra de Deus que assim também se comportaram os falsos profetas no tempo de Jeremias (Jr 23.10-15). Ele se lamentava porque a terra estava cheia de adultério, e os próprios profetas de Jerusalém, profetizando mentiras, tornaram-se também adúlteros, razão pela qual foram comparados aos habitantes de Sodoma e Gomorra. Mas não ficaram impunes, como se vê no verso 15: “Eis que os alimentarei com absinto e lhes darei a beber água venenosa; porque dos profetas de Jerusalém se derramou a impiedade sobre toda a terra.”

Tornando-se pecado hediondo contra Deus, e ainda contra o cônjuge inocente, bem como, não só escandalizando, mas ainda profanando a Igreja, as impurezas sexuais, sejam adultério, fornicação, homossexualismo ou qualquer outro desvio, constituem transgressões tão infames que a sua vergonha permanece por toda a vida. É o que afirma a Palavra: “Só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32, 33). Haja vista o caso do rei Davi, cujo estigma de adultério permanece até hoje.

Na verdade, a infidelidade conjugal, conforme definida no sétimo mandamento: “Não adulterarás” (Êx 20.14), aplicável tanto ao homem quanto à mulher (Lv 20.10), é um pecado tão abominável diante de Deus que a Bíblia inteira o condena. Era uma transgressão à lei de Deus, expressa nos Dez Mandamentos.

O adultério, porém, repito, não é pecado menos grave hoje, à época da graça, pois o Novo Testamento também o condena. Com efeito, esclarecendo aos crentes de Corinto, Paulo disse: “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas... herdarão o reino de Deus” (1Co 6.9, 10).

O vocábulo impureza, do grego akatharsia, indicando ferida suja na carne, significa figuradamente depravação moral ou, degeneração espiritual. Já em questões sexuais, denota vícios ou desvios da sexualidade, os quais, corrompendo os indivíduos, torna-os espiritualmente imundos. As impurezas sexuais, na verdade, são o motivo da mais abrupta, senão a mais desonrosa interrupção da nossa comunhão com o Senhor, nosso Deus.

Primeiro porque esses pecados revelariam que o cristão envolvido, ignorando a presença de Deus, estaria zombando dele, ou seja, estaria se comportando como se Deus não existisse. Porém, Jeremias (16.17) esclarece que Deus conhece todos os caminhos do homem, bem como todas as suas maldades. Davi também o disse: “Porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios e pensamentos” (1Cr 28.9).

Ora, ninguém jamais poderia se esquivar dos olhos do Criador. Poderia alguém se esconder em algum lugar, como, em um quarto de motel, de modo que Deus não o saiba? Não. Absolutamente não. “Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o Senhor, e não também de longe? Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? – diz o Senhor; porventura, não encho eu os céus e a terra? – diz o Senhor” (Jr 23.23, 24). De mais a mais, não se engane. Segundo Paulo, “de Deus, não se zomba” (Gl 6.7).

Além disso, as impurezas sexuais estariam profanando o corpo do crente, o templo do Espírito Santo. Ora, havendo se tornado membro do corpo de Cristo, com o qual está unido, constitui um só espírito com Ele, como poderia o crente unir-se intimamente a outra pessoa, fora do casamento, tornando-se uma só carne com ela? Estaria profanando o próprio corpo que fora santificado em Cristo (1Co 6.15-18).

O termo profano, do latim profanus, é o antônimo de sagrado. Significa, portanto, secular, blasfemo, sacrílego. Profanar, por conseguinte, quer dizer violar a santidade de alguma coisa. Por exemplo, a destruição de Jerusalém pelo exército babilônico em 586 a.C. foi descrita pelo salmista Asafe como uma profanação do templo de Deus (Sl 79.1). Assim também os pecados sexuais constituem profanação do corpo do crente que se afigura como santuário do Espírito Santo.

Referindo-se ao contraste violento relativo ao templo de Afrodite, em Corinto, onde as sacerdotisas eram prostitutas, Paulo ensina que se o crente pratica a imoralidade do sexo antes ou fora do casamento, está pecando contra o próprio corpo.

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.19-20).

Finalmente estaria também profanando a Igreja, o corpo de Cristo. Esclarece a Palavra de Deus que “se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1Co 12.26, 27). Profanando, pois um membro do corpo, logo todo o corpo será profanado. Uma vez contaminando-se a si mesmo o crente pelas impurezas sexuais, estaria também contaminando a própria Igreja, o corpo de Cristo.

Imagem: Joseval Oliveira