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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A ORGANIZAÇÃO ANGELICAL

INTRODUÇÃO
Depois de refletirmos sobre a personalidade e a natureza dos anjos, podemos pensar um pouco no modo como estão organizados. Temos algumas informações bíblicas sobre a organização dos anjos e sobre uma hierarquia angelical.
Deus constituiu diversas ordens de anjos para; servirem e O glorificarem. Em cada uma das ordens os anjos são diferentes em poder e autoridade.

I - O FATO DA SUA ORGANIZAÇÃO

A Bíblia fala de "assembléia" de anjos (Note: Em Sl 89:5-8 consta a palava santos, mas o contexto dá a entender que são anjos), de sua organização para a batalha (Ap 12:7) e de um anjo que é rei sobre os teríveis seres apocalípticos que haverão de assolar a terra (Ap 9:11).
Os anjos também possuem uma classificação governamental que indica organização e hierarquia, conforme Ef. 3: 10 (dos anjos bons) e Ef 6:12 (dos anjos maus). Sem dúvida, Deus determinou a organização dos anjos bons e Satanás a dos anjos maus. Do mesmo modo que nos governos terrenos há graduações e posições, também as há nas regiões celestiais.

Um importante aspecto prático decorre deste fato.  Anjos bons são organizados; demônios também são organizados; enquanto os cristãos frequentemente acham desnecessário serem organizados. Muitos acham que podem lutar sozinhos, vencer a luta sozinhos, sem se submeter a uma autoridade eclesiástica, sem organização e sem disciplina. Enquanto precisam promover boas obras ou praticar a ação social, poderiam fazer muito mais do que fazem, se se submetessem à organização e à disciplina.
Lamentavelmente não o fazem!

II A HIERARQUIA DOS ANJOS

Os anjos estão hierarquicamente ordenados.
Aparecem numa escala de graduação ou de autoridade. Esta graduação está de acordo com a atividade que exercem.

1 - Arcanjo
"Arcanjo" é uma palavra grega - archangelos.  
Na Bíblia aparece a menção de apenas um arcanjo - Miguel (só pode haver mesmo um arcanjo, pois a palavra significa "o principal entre os anjos'). Seu nome significa "quem é como Deus" ou "semelhante a Deus". O prefixo arc, de arcanjo, leva a supor ser este anjo um chefe principal e poderoso. E o significado do seu nome "Miguel" pode representar uma resposta a Lúcifer, cujo coração se elevou, dizendo "serei semelhante ao Altissímo" (Is 14:14).

Em Dn 12:1 Miguel aparece como um dos primeiros príncipes - o "grande príncipe" - que se levantará como defensor dos filhos de Israel. Em Jd 9, apesar de investido de grande autoridade, o arcanjo Miguel deixa a repreensão final a Satanás para o Senhor, reconhecendo, com isto, o senhorio dEle. Em Ap 12:7-12 o arcanjo Miguel aparece comandando um exército de anjos, que batalham e derrotam o diabo e seu exército de anjos maus.

Outra referência a arcanjo encontramos em 1 Ts 4:6, numa alusão à segunda vinda de Jesus Cristo.
Quando Ele voltar, os remidos serão convocados pela "voz do arcanjo" e ressuscitaram dos mortos para irem ao encontro do Senhor nos ares.

2 - Anjos governadores
Nos escritos Paulinos aparecem várias expressões que indicam ordens de anjos que exercem governo ou domínio sobre outros.
a. Principados - esta palavra é usada por Paulo sete vezes, indicando uma ordem de anjos bons e maus, envolvidos no governo do universo (Rm 8:38; Ef 1:21; 3:10; 6:12; Cl 1:16; 2:10,15). Podem ser considerados como generais de exércitos angelicais. São anjos que têm poderes de príncipes.
b. Potestades - devem ser anjos que exercem uma supremacia; possuem autoridade para governar. Sua principal atividade deve ser remover os obstáculos que podem impedir o cumprimento da vontade de Deus, e para isso são investidos de especial autoridade (Rm 8:38; Ef 1:21 3:10 6:12; Cl 1:16; 2:10). Ef 3:10 pode dar a entender que potestades são anjos que aprendem algo da vontade de Deus ao comtemplarem o que Ele está realizando no seio da igreja.
c. Poderes - esta palavra ressalta o fato de que anjos e demônios têm maior poder que os homens. Pode referir-se, de modo especial, aos anjos que exercem poder sobre os fenômenos da natureza (2 Pe 2:11; Ef 1:21; 1 Pe 3:22).
d. Domínio - deve ser uma classe de anjos que executam as ordens de Deus com relação às coisas criadas (Cl 1:16; Ef 1:21).
e. Tronos - esta designação enfatiza a dignidade e autoridade com a qual Deus investiu os anjos que Ele usa para governar (Ef 1:21; Cl 1:16; 2 Pe 2: 10,11).

Observe-se que em Cl 1:16 principados e potestades e tronos parecem referir-se a anjos bons. Ef 1:21, entretanto, parece ser uma referência a anjos bons e maus. Já em Rm 8:38, Ef 6:12 e Cl 2:15, parece que a referência é apenas a anjos maus. "Embora haja uma aparente semelhança entre estas denominações, temos de presumir que estes  títulos representam uma dignidade incompreensível e os diversos graus de categoria.  
As esferas celestiais de governo excedem os impérios humanos como o universo excede a terra" Chafer, p.345).

3 - Querubins
"Querubins" deriva de querub (hebraíco), cujo significado é "guardar" e "cobrir". Com esta função os querubins aparecem mencionados em vários textos. Eles agiram como guardiões da santidade de Deus, tendo guardado o caminho para a árvore da vida no jardim do Éden (Gn 3:24). O uso dos querubins na decoração do tabernáculo também indica sua função de guardião (Êx 26: 1; 36: 8; 1 Rs 6: 23-29). A figura de dois querubins cobrindo o propiciatório igualmente pode representar uma "cobertura" da santidade do Senhor (Ê 25: 10-22. Em Ez 10 os querubins aparecem relacionados a glória de Deus. Os anjos descritos em Ez 1 e Ap 4 podem também ser identificados como querubins. Eles possuem extraordinário poder e majestade.
Querubins são, portanto, anjos que defendem o caráter santo de Deus. Assim os encontramos em ação.

4 - Serafins
O nome "serafim" tem origem na raiz hebraíca saraph, que significa "ardente". Estes seres angelicais são mencionados apenas em Is 6: 1-3. Eles aparecem ao redor do trono de Deus, a postos para cumprirem Suas ordens. 
Os serafins são considerados os mais nobres entre os anjos. Enquanto os querubins se ocupam em demonstrar a santidade de Deus, os serafins trabalham para promover a reconciliação, preparando os homens para uma adequada aproximação dEle.
Os anjos são descritos por Isaías, em sua visão, como tendo asas: "cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava" (Is 6: 2).
Estas asas têm um sentido simbólico:
a. As que cobriam o rosto mostam a necessidade de uma atitude de reverência diante do Senhor;
b. As que cobriam os pés falam da santidade do andar diante de Deus;
c. As que serviam para voar indicam a grande capacidade de movimento e locomoção dos anjos.
"Com que reverência deveríamos nos comportar quando nos dirigimos à Majestade Dívina, diante do qual os próprios serafins escondem seus rostos! E se eles cobrem os seus pés, estão conscientes da sua imperfeição natural comparada com a glória infinita de Deus; nós que não passamos de torrões de terra, vis pecadores, deveríamos corar de vergonha na Sua presença..."(Chafer, p. 347).


5 - Outros anjos
Um deles, mencionado pelo nome, é Gabriel (Dn 8: 15-27; 9: 20-27; Lc 1:19,26). Foi incumbido de missões extraordinárias, para revelar mistérios que se encontravam acima da compreensão humana.
Gabriel significa "Deus é forte". Aparece como mensageiro da misericórdia e promessas divinas.
Além do anjo Gabriel, aparecem outros anjos nas Escrituras designados por Deus para tarefas específicas: 

a. mensageiros do juízo (Dn 19: 13; 2 Rs 19: 35);
b. com poder sobre o fogo (Ap 14: 18);
c. com poder sobre as águas (Ap 16: 5);
d. os sete anjos anunciadores de juízos (Ap 8: 2);
e. anunciadores de nascimento de crianças (Gn 18: 1,10; 13:3).


CONCLUSÃO

Como vimos, do mesmo modo que todo o restante de criação de Deus segue uma ordem ou organização, também os anjos possuem a sua hierarquia e cada um  sua missão.
É bom estarmos alertas para a prática atual de dar nomes a anjos, com base em escritos religiosos orientais e espirituais e nos livros apócrifos. Neles aparecem nomes como Rafael, Saracael, Raquel e Remiel. Não nos é dada por  Deus a tarefa de ficar inquirindo sobre nomes de anjos. Os que são idenificados na Bíblia o são, especialmente, para através de sua nomeação ressaltar a tarefa que cumprem. Seus nomes não têm nenhuma importância além desta. Sendo ministros de Deus, certamente Ele os conhece pelos seus nomes. E se o Senhor não no-los revelou, é porque não é necessário possuir este conhecimento para viver e crescer na fé.

Há uma grande lição prática neste fato da organização e hierarquia dos anjos bons.
Eles estão acostumados à disciplina e à obediência, e nisso nos servem de modelo. 

Por  Pr. Vanderli Lima Carreiro
Ilustração: Internet