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domingo, 9 de janeiro de 2011

Exterminadores de Almas


Há certos grupos religiosos que ensinam o aniquilacionismo, doutrina que desconsidera o castigo eterno reservado aos ímpios. Segundo eles, nenhum espírito humano sofrerá eternamente, nem mesmo o diabo. Em suma, os justos, pela ressurreição, alcançarão a vida eterna, e assim viverão eternamente com Deus; e os injustos serão eliminados. Para estes, pena capital; para aqueles, vida plena para todo o sempre.

Em outras palavras, a doutrina aniquilacionista defende a cessação total da vida no ato da morte. A alma, princípio vital, sucumbe com o corpo na sepultura. Ao descer ao pó, o homem desaparece por completo. Todavia, segundo essa teoria, os justos ressuscitarão no tempo oportuno e voltarão à condição original de alma vivente.

Todavia, a doutrina do extermínio fica em situação de desvantagem quando examinada à luz da Palavra de Deus, pelos motivos a seguir.

Primeiro, na parábola do rico e Lázaro (Lc 16.19-31), Jesus ensinou que os ímpios, logo após a morte (separação alma-corpo) ficam em lugar de tormentos. Ora, se os ímpios são exterminados, por que conservar suas almas num lugar de sofrimento? Não seria o caso de exterminá-los logo? Por que manter em tormentos o rico, se seria eliminado?

Segundo, o lago de fogo não é uma espécie de matadouro, um lugar de extermínio. É um lugar de vergonha, desprezo, angústia, tristeza por que passarão os que lá estiverem pelos séculos dos séculos. A mesma expressão grega usada em Apocalipse 20.10 - serão atormentados para “todo o sempre” [eis tous aiõnas ton aiõnõn], é usada em Hebreus 1.8, referindo-se à duração do trono de Deus, eterno no sentido de interminável; em 1 Pedro 4.11, concernente à Sua glória e domínio para sempre; em Apocalipse 1.8, sobre a eternidade do Cordeiro. Acompanhem a seguinte seqüência de eventos e comprovem que a “segunda morte” não é uma aniquilação, mas um estado eterno de separação de Deus:

Apocalipse 19.20 - A besta e o falso profeta são lançados vivos no lago de fogo.
Apocalipse 20.2 – Satanás é amarrado por mil anos.
Apocalipse 20.5 – Os outros mortos reviveram após os mil anos.
Apocalipse 20.7 – Satanás será solto da sua prisão.
Apocalipse 20.10 – O diabo foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.
Apocalipse 20.15 – Serão lançados no lago de fogo todos os não inscritos no livro da vida.

Observem que passados mil anos (Ap 19.20) a besta e o falso profeta ainda se encontravam vivos no lago de fogo (Ap 20.10) e continuarão no mesmo eterno estado de ruína, sendo atormentados dia e noite. Se a besta e o falso profeta não foram exterminados no lago de fogo, também não o serão os ímpios ali lançados. “De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” quer dizer exatamente o que diz, isto é, que o sofrimento não terá fim.

Terceiro, Jesus disse que não devemos temer os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. Devemos temer, disse Ele, aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno a alma e o corpo (Mt 10.28; Lc 12.4-5). Como Autor da vida e da morte, Jesus está ensinando que os ímpios sofrerão eternamente no inferno. Contrastando com os que matam o corpo e não podem matar a alma, o Autor da vida e da morte não só pode matar o corpo [morte física], mas tem poder para lançar no inferno alma e corpo. Ele não está afirmando que lançará no inferno um corpo morto, mas um corpo ressuscitado. Tal ensino está de acordo com Apocalipse 20.5: “Os outros mortos reviveram após os mil anos”, ou “os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram”. Se o castigo eterno significasse eliminação dos ímpios, qual a razão de ressuscitá-los, se já estão eliminados na sepultura? Portanto, os ímpios ressuscitarão para receber a punição divina do castigo eterno. Esse é um nó difícil de ser desatado pelos exterminadores de almas.

Os ímpios ressuscitarão não para morrer novamente, mas para receberem o castigo da vergonha, do desprezo e do eterno afastamento de Deus. Vejam: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2). Os exterminadores querem a pena de morte para os ímpios, na seguinte seqüência: a) Morte física e conseqüente morte da alma; b) ressurreição; c) extermínio. Mas o texto apresentado não aprova tal raciocínio. Os ímpios ressuscitarão “para vergonha e desprezo eterno”, ou seja, estarão eternamente envergonhados e desprezados, afastados de Deus. Jesus fala que os maus sofrerão a ressurreição “da condenação” (Jo 5.28,29). O inferno é lugar de “tribulação e angústia” (Rm 2.9) e de “pranto e ranger de dentes” (Mt 22.13; 25.30). Tais castigos só podem ocorrer em corpos vivos, pois um corpo morto, eliminado, exterminado não sofre tribulação e angústia, nem chora, nem range os dentes. Aliás, nada sofre porque a morte é indolor.

Os exterminadores enfrentam dificuldades para sustentar suas teses. Jesus revelou que os justos ressuscitarão “para a vida”, e os ímpios, “para serem condenados” (Jo 5.29); na carta aos romanos, Paulo indica que “haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal” (Rm 2.9); em Daniel 12.2 lê-se que os ímpios ressuscitarão “para a vergonha e desprezo eterno”; Apocalipse 14.11 diz que não haverá descanso “nem de dia nem de noite” para os adoradores da besta; Apocalipse 20.10 anuncia que os que forem lançados no lago de fogo “serão atormentados dia e noite, para todo o sempre”; Jesus declara que os insensatos e hipócritas serão punidos severamente num lugar “onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt 8.12; 24.51; 25.30), e onde estarão amarrados, em trevas, para todo o sempre (Mt 22.13).

Convenhamos, defunto queimado, que virou cinzas, não chora, não se angustia, não range dentes, não passa por tribulação, não se atormenta, não sente vergonha ou desprezo. Logo, não deve prevalecer a idéia de que os ímpios serão exterminados. Deus não ressuscitará os ímpios para exterminá-los em seguida (Ap 20.5). Agiria assim para que morram “conscientes” da punição? De maneira alguma. Não há consciência na morte. A morte é o fim das angústias e tribulações. No extermínio não há castigo eterno. Reviver para morrer, sair da sepultura para, em seguida, ser exterminado – sinceramente, se trata de um pensamento que colide frontalmente com a Palavra. A ressurreição do corpo é para que viva; não para que morra. Não fosse assim, não haveria razão para ressuscitar os que já se acham mortos. Além disso, a tese do extermínio dos ímpios é incompatível com a doutrina dos diferentes graus de castigo, conforme ensina a Bíblia.

Os exterminadores dizem que a pena será uniforme para todos os ímpios, isto é, a eliminação sumária será aplicada a todos, indistintamente. Mas a Bíblia nos ensina que haverá diferentes graus de castigo. Leiam:

“Assim como haverá diferentes graus de glória no novo céu e na nova terra, também haverá diferentes graus de sofrimento no inferno. Aqueles que estão eternamente perdidos sofrerão diferentes graus de castigo, conforme os privilégios e responsabilidades que aqui tiveram” (Notas Bíblia de Estudo Pentecostal). Vejam os textos pertinentes:

“Virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites. Mas o que não a soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado” (Lc 12.46-48).

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso, SOFREREIS MAIS RIGOROSO JUÍZO” (Mt 23.14). (Mc 12.40 diz: “... Estes receberão juízo muito mais severo”; Lucas 20.47 diz “... Estes receberão maior condenação”).

“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” (Hb 10.29).

Os exterminadores também defendem que a parte imaterial do homem morre com a morte física. Ou seja, ao descer à sepultura, o homem morre por completo. Essa tese também não pode ser levada a sério. Jesus disse ao ladrão ao seu lado, no Gólgota: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43). Jesus afirmou que aquele homem arrependido seguiria para o Paraíso, após a morte. Quem subiria? O corpo? Não, o corpo seria sepultado. Corpo e alma? Não, somente na ressurreição o homem se recompõe e terá um corpo imortal e incorruptível (1 Ts 4.16-17). Somente a alma subiria? Sim, é o que afirmou Jesus. Por acaso subiria para o Paraíso apenas o “sopro”, o “fôlego” do ladrão? Não. Deus não deseja salvar sopro. Seria até hilariante pensar que Jesus subiria para o Paraíso e, ao Seu lado, iria o “sopro” do ladrão! Fôlego e sopro dizem respeito ao mecanismo da respiração. São inerentes ao corpo e falecem com o corpo.

Na mesma linha de raciocínio estão as palavras de Estevão: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7.59). O que Jesus iria receber? O sopro? Não. Estevão iria juntar-se àquele ladrão, na glória. Iria fazer parte do grupo dos salvos que, em paz, aguarda a ressurreição.

Por: Pr. Airton Evangelista da Costa - http://www.palavradaverdade.com
Imagem: Joseval Oliveira