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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

DAVID E JÔNATAS ERAM GAYS?


Homossexuais (supostamente) evangélicos usam textos bíblicos sobre Davi e Jônatas para postular que a relação existente entre eles era mais que amizade. Davi pranteou a morte de Jônatas dizendo que o amor que sentia por ele era maior que o das mulheres (1 Sm. 18:1-4; 2Sm. 1: 26). Como compreender isso à luz da Hermenêutica Bíblica (Ciência de interpretação das Escrituras)?

O Antigo Testamento está cheio de referência às práticas imorais que o próprio texto bíblico rejeitava, tais como homicídio, adultério, prostituição, embriaguez, incesto, homossexualismo (usarei o sufixo “ismo” à revelia do movimento gay que discorda desse uso, alegando que o mesmo confere à prática homossexual caráter doentio. Discordo desse argumento visto que o sufixo indica mais um movimento ou facção, tal como encontrado em cristianismo, protestantismo, cabalismo, etc.), entre outras. Essas práticas são mencionadas abertamente e não por suspeita. Assim, vemos o próprio Davi praticando homicídio e adultério, Ló embriagado e incestuoso, Abraão mentindo, os israelitas de Gibeá querendo relações homossexuais com um levita, etc. Caso houvesse algum indicio de prática homossexual entre David e Jônatas, o Antigo Testamento seria explícito, assim como foi em outros casos com os personagens bíblicos. Podemos afirmar que a confusão feita em torno de Davi e Jônatas advém do desconhecimento dos costumes masculinos no Oriente antigo. Por exemplo, quando Abraão enviou seu servo Eliézer para buscar Rebeca para Isaque, ele o fez jurar que iria cumprir a tarefa, usando uma forma nada convencional em nossos dias: fez Eliézer colocar a mão sobre seus órgãos genitais como uma forma de selar seu juramento. O texto hebraico usa o eufemismo “põe” a tua mão debaixo de minha coxa” (Gn. 24:2). Era uma prática que demonstrava muita coragem e confiança. Nada tinha a ver com sexo. Vejamos alguns textos sobre Davi e Jônatas erroneamente interpretados por aqueles que buscam encontrar nas Escrituras uma justificativa para suas práticas contrárias à Palavra de Deus:
a) 1 Sm. 18.3 Jônatas amava Davi como à sua própria alma. O termo “amar” aqui não deve ser entendido da forma erótica. A expressão era usada em toda a Bíblia para o amor de Deus e também para o amor do tipo “afeição”, o mais correto no contexto da grande amizade que nasceu entre eles.
O outro termo é “alma” que significa “vida”. Em outras palavras Jônatas amou a Davi como amava a si mesmo. Era uma relação especial e dotada de profundidade. O texto culmina com uma aliança entre os dois, visando a preservação da descendência do que morresse primeiro.
b) 1 Sm. 18.4 Jônatas tirou suas roupas para Davi? A verdade não se tratava das peças de vestuário comuns, mas da armadura e apetrechos de guerra que Jônatas usava na ocasião, dando-os como presente a David.
c) 1 Sm. 20.41 Davi e Jônatas beijaram-se. O beijo entre homens era uma prática afetuosa comum. E se eles se beijaram, foi certamente por afeição e tristeza na fuga de Davi de Saul (1Sm. 20.41) e não por homossexualidade.
d) 2 Sm. 1.26 O amor entre David e Jônatas ultrapassava o amor das mulheres. Trata-se do lamento de Davi sobre Saul e Jônatas quando soube de suas mortes. Aqui temos um texto que pode ser interpretado também de uma forma tendenciosa, ou seja, estaria provado que o amor entre os dois era de natureza sexual por causa da comparação com o amor das mulheres.
Entretanto, pode-se ver de outra maneira essa afirmação. O amor entre dois homens pode existir de forma diferente (afetuoso) àquele tipo de amor que existe entre um homem e uma mulher (sexual).
Assim, não se pode comparar um e outro. Se observarmos atentamente, Davi demonstrou ser mais um heterossexual sem controle de seus impulsos sexuais, como no caso com Bete-Seba, num desejo incontrolável de possuir aquela mulher (1Sm.11), além de ter se casado com Mical, filha de Saul.
Mais correto é entendermos que o relato da profunda amizade entre Davi e Jônatas aparece como um exemplo de fraternidade entre duas pessoas candidatas à liderança dos israelitas após a morte de Saul, revelando que as relações humanas estão acima da competição pelo poder.

Por: Pr. Marcos Antônio Miranda Bittencourt- (Prof. De AT Hebraico Exegese e Hermenêutica do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil; Mestre em Teologia; Bacharelando em Psicologia)
Desenho: Folha Cristã