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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A PROSPERIDADE PODE ESTAR NA ESQUINA DA SUA RUA



A Cada dia surgem dezenas de "igrejas" cujos lideres prometem uma vida de status e destaque na sociedade. Mas, que respaldo bíblico tem esse ensinamento e em quais pilares estão firmadas tais igrejas? Conheça um pouco da teologia da prosperidade.


A discussão em torno deste assunto tem gerado controvérsias opiniões. Há os que defendem veementemente que o crente deve viver em total abundância e os que assumem uma postura mais sensata alegando crer na prosperidade não por determinação, exigência ou reivindicação, mas como consequência de uma vida de fidelidade e obediência a Deus.

Mas o que é a Teologia da Prosperidade e o que ela ensina? Segundo artigo publicado no Jornal Mensageiro da Paz (orgão oficial das Assembleias de Deus, edição 79, novembro de 2009), é uma doutrina divorciada da Palavra de Deus que ensina que todo cristão verdadeiro obterá a prosperidade financeira e estará imune a todas as doenças, podendo inclusive exigir coisas de Deus durante a vida presente sobre a terra. Para isso, basta apenas que use o nome de Jesus e "chame à existência aquilo que não existe", imitando o que Deus fez na criação do mundo.

Os grandes responsáveis pela propagação da doutrina em solo brasileiro são as igrejas conhecidas como neo pentecostais. Os principais pontos desse movimento são: a cura, a saúde, a abundância, a riqueza e a felicidade. O primeiro propugnador desse ensino foi o norte-americano Essek Willian Kenyon (1867-1948), que foi pastor de várias igrejas nos Estados Unidos, tendo fundado uma denominação para ele. Influenciado por idéias de seitas que pregava o poder da mente, a crença na inexistência de doenças pelo poder da mente e o poder do pensamento positivo, criou sua doutrina da prosperidade. Apesar de Kenyon ser considerado o pai da Confissão Positiva, é outro nome que se destaca no mundo estando ligado a ele. Trata-se de um dos maiores discípulos de Kenyon, o homem que mais popularizou a Teologia da Prosperidade no mundo: o pastor norte-americano Kenneth Hagin (1917-2003). Hagin era um batista que creu nas doutrinas bíblicas pentecostais e filiou-se à Assembleia de Deus norte-americana, da qual também foi pastor. Porém seu apreço aos ensinamentos de Kenyon o levou à Confissão Positiva ou Teologia da Prosperidade.
Hagin, então, saiu da Assembleia de Deus, tendo peregrinado por outras igrejas até finalmente, fundar a sua própria aos 30 anos, época em que fundou também o Instituto Bíblico Rhema, grande centro divulgador de suas ideias.
Ainda segundo o jornal, a Confissão Positiva prega a chamada "Fórmula da Fé", quase resume a quatro pontos "diga a cosa" (de acordo com o que o individuo quiser, ele receberá); "Faça a coisa" (ou seja, depois de afirmar, faça como se já tivesse recebido aquilo que você determinou ou decretou); "Receba a coisa" (viva como se tivesse recebido o que você decretou); e "Conte a coisa" (fale da coisa às pessoas como já a tivesse recebido).
Segundo Hagin, o crente, ao orar, deve utilizar termos como "exijo", "decreto", "determino", e "reivindico", em lugar de dizer "peço", "rogo", e "suplico".
Do outro lado o debate está o pastor Silas Malafaia, que em entrevista à revista Igreja (edição outubro/novembro 2010) fala das duras críticas sofridas pelos setores mais conservadores da igreja evangélica brasileira por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados do seu programa como Morris Cerullo e Mike Murdok. Na entrevista afirmou que pastor que prega que a teologia da prosperidade é heresia não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. "Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta. Falar de finanças é uma coisa tão impressionante, a ignorância é tão grande dos pastores que eu tenho até pena dos meus colegas. Finanças é um dos maiores assuntos da Bíblia. Prosperidade é uma benção de Deus na vida de uma pessoa. A oferta e o dízimo são para que a pessoa seja próspera.
Viver bem com aquilo que Deus lhe permite ter, isso que é prosperidade". Disse o pastor Silas Malafaia.
Pregar que o crente deve viver em total abundância sem qualquer tipo de adversidade e enfermidade é como afirmar que a vida na terra é uma extensão do céu (algo que jamais pode ser comparado). Por outro lado, afirmar que a vida do crente deve ser de pobreza e miséria terrena tendo como consolo apenas uma vida eterna com Cristo é um ensino totalmente herético.
A verdadeira prosperidade não consiste na busca desenfreada pelos bens materiais ou grandes espetáculos de "curas" e milagres", até porque satanás pode oferecer tudo isso, conduzindo o ser humano a viver no engano por toda a sua vida. A prosperidade é crer que Deus pode suprir todas as suas necessidades e saber viver em Sua total dependência se esforçando na busca dos seus objetivos.

Fonte: Folha Cristã
Imagem: Joseval Oliveira