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domingo, 13 de novembro de 2011

A Reforma Protestante





Por rev. Ricardo Mota*


A Reforma Protestante foi muito mais do que um movimento religioso. Em 31 de outubro de 1517, oficializou um estilo de vida. Naquela época a igreja institucionalizada estava sobrecarregada de erros que não poderiam continuar. Algo teria que acontecer!

Práticas religiosas como a oração pelos mortos, missas celebradas de costas para o povo, adoração de imagens, canonização dos santos, adoração da Virgem Maria, legalização da penitência por dinheiro, dogma da virgindade perpétua de Maria e sua ascensão e, sobretudo, o abandono das Escrituras Sagradas deveriam ter fim.

Aprouve ao Espírito Santo de Deus usar o monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546) para protestar em meio a tanto desfio da fé bíblica. A iluminação na mente daquele conceituado professor universitário o fez entender que a salvação é pela fé em Cristo Jesus, que as Escrituras Sagradas estão acima da tradição religiosa e que todos devem ter liberdade de consciência.

Mas, a Reforma Protestante não foi apenas uma questão religiosa foi, também, uma questão econômica e educacional. Com o ensino sobre “vocação”, as pessoas aprenderam que Deus também vocaciona e capacita as pessoas para exercerem funções não religiosas. Deus é quem capacita o médico, o jurista e outros. Tal concepção contribuiu para mudar a vida econômica na Europa. Trabalhar, ganhar dinheiro não mais precisaria ser interpretado como algo condenável.

A influência da Reforma Protestante na área educacional foi ainda mais convincente. Naquela época, os filhos deveriam trabalhar e não estudar. O sonho dos pais não era outro a não ser ver seus filhos indo para o mosteiro, seguirem a próspera carreira sacerdotal. Matinho Lutero ensinou a universalidade do saber. A educação é para todos, anunciou o reformador. Os pais deveriam enviar os filhos à escola e, se não o fizessem, estariam pecando contra Deus. O Estado deveria providenciar os meios para que todos tivessem acesso ao saber. Os professores deveriam ser bem preparados e bem remunerados.

A Reforma Protestante contribuiu para mudanças religiosas, econômicas e educacionais. O conhecimento e a prática das Escrituras Sagradas têm o poder de gerar mudanças profundas na vida de um indivíduo e da sociedade.

Nesta data em que comemoramos o DIA DA REFORMA PROTESTANTE questionamos se, de fato, tal movimento faz parte de nossa religiosidade, economia e educação. Vivemos em meio a um sincretismo religioso que nos remete às praticas religiosas da Idade Média.

Há uma expectativa de que Deus levante homens e mulheres para promoverem o bem comum. Pessoas que recebam de Deus o chamado para, em diferentes funções, exercerem o ministério sagrado. Ansiamos para que Deus “visite sua vinha” e promova um verdadeiro avivamento no meio do seu povo, onde a crendice daria lugar à fé, os escritos meramente humanistas dariam lugar à Bíblia Sagrada e, o estrelismo e personalismo dariam lugar à piedade. Que venha a reforma!



*Rev. Ricardo Mota é secretário executivo da Apecom - Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação.
Imagem: Internet- Google imagens