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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Rico e o pobre Lázaro

Lucas 16.19-31

"Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente.
Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras.
Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.
Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.
E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento.
Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.

Amados, esta parábola contada por Jesus difere das demais, visto que ele dá nomes aos personagens, citando Lázaro exemplo de homem humilde, e pobre de bens materiais, mas grande em espirito contrito no Senhor. E um homem rico o qual não é definido pelo nome, que era egoísta, soberbo e que tinha o coração voltado para seus bens materiais. Jesus explica claramente que existem dois lugares destinados a alma humana após a morte física, um se chama "paraíso" que foi exemplificado como “seio de Abraão” por ter sido ele o Pai da fé para não somente aquele povo, mas para toda geração terrestre. E o outro lugar que se chama “inferno” ou lugar de tormento eterno o qual foi destinado a Satanás e seus anjos que foram expulsos dos céus. Esse lugar não foi feito para punir almas humanas, mas após receberem a sentença de condenação eterna, também irão para lá habitar com Lúcifer e sua equipe.
Vemos claramente que o rico percebendo que aquele lugar era demasiadamente adverso ao que vivia aqui na terra; passa a clamar a Abraão chamando-o de Pai, e rogando misericórdia, coisa que talvez quando era vivo não o fazia reconhecendo ser Abraão o que representava a fé de todo povo. Vendo ele que era impossível ter uma comunicação com alguém, preocupou-se em preservar seus familiares de quando morressem alguém, também não fossem levados para aquele lugar. Se ele se preocupou com seus familiares, provavelmente também eles eram semelhantes a ele; presunçosos, arrogantes, que só viam pela frente seus bens materiais, e não Deus nem seu Reino. Percebendo ele que estava preso, impossibilitado de locomover-se supostamente do mundo dos mortos, para outra dimensão a terra, mas que presenciava o quem estava no reino do Senhor e quem estava na terra.
Sentia desejo de enviar alguma mensagem á alguém, mas não lhe era permitido; até que em tal ocasião viu aquele a quem ele desprezou quando vivo, e vendo-o que também não podia servir de intermediário seu, mesmo assim ainda usou da mesma arrogância que tinha na terra, e ordenou a Abraão que “mandasse” Lázaro ser seu serviçal, ou homem de recados; para que avisasse a seus parentes que mudassem seus comportamentos para também não irem para onde ele estava. Como Lázaro também não podia sair de onde estava, apesar de estar na paz e no sossego, e percebendo que Abraão era seu superior e lhe dava ordens. Pediu a Abraão com ordenanças, mas o mesmo lhe devolveu a resposta com carinho, ainda que em nada seria possível lhe atender.Vemos também que Lázaro não presenciava o lugar de tormentos “inferno”, e sim, quem estava no inferno que presenciava o lugar de “paz ou paraíso”. Com isso vemos que quem não recebe a Cristo como seu Senhor e vai para a condenação, sente desejos do que é bom e agradável, e não realiza esses desejos.
"Um grande abismo" que Abraão diz existir entre o Céu e o Inferno indica que é só na vida terrestre que se pode converter a Cristo. A morte nos estabelece uma condição definitiva: Ou o Céu para sempre ou o Inferno para sempre. Quem se converte em vida, segue para o Paraíso, quem não se converte, segue direto para o Inferno, Pois está escrito: não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo; mas para os que não estão sim, estão condenados. ["Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte". (Romanos 8.1,2)] Deve-se frisar que só existe arrependimento, enquanto há vida física. Após a morte, é impossível remissão de pecados para se obter a salvação da alma.
Esta parábola nos leva a concluir também, que cada indivíduo, ao deixar este mundo, recebe uma sentença. Lázaro é levado ao "seio de Abraão" ou Paraíso e o rico aos tormentos do inferno. Isto pressupõe uma sentença de Deus logo após a morte. E sentença definitiva; pois o mau não pode passar para o lugar do justo nem vice-versa. Ou espíritos de humanos não podem voltar a terra para se comunicar com vivos. E ainda, Deus não permite suas almas saírem ou estarem fora de sua vontade ou ordens, para atender a quem pode ouvir os que estão aqui no mundo pregando a Palavra de arrependimento para remir pecados. Se muitos aqui na terra não ouvem quem prega sobre o reino de Deus, só ouviriam se alguém viesse dizer como seria lá no paraíso? Assim todos não necessitariam de Cristo para serem salvos; ou não haveria nenhuma condenação; pois todos os mortos viriam fazer ciente a seus familiares e parentes para rapidamente se converterem a Deus. Isso só aconteceria se Deus não fosse suficientemente capaz de saber o que se passa no universo e em particular nos corações individualmente. Seria uma forma de driblar o Senhor tentando escapar da condenação eterna.
A parábola evidencia também que a tese da reencarnação não é compatível com a fé cristã. Existe para cada homem uma só passagem pela terra. Esta verdade é também reforçada em Hb 9,27: "Os homens devem morrer apenas uma só vez. Depois segue-se o Julgamento, ou Juízo Final." Vemos ainda que Deus não permite que os espíritos dos mortos se comuniquem com os vivos. Cada um já teve sua fase, sua trajetória, já houve oportunidades, livre escolha, opções. Por que depois de tudo isso, ainda haveria essa chance? A Palavra é clara; após a morte segue-se o juízo, e quem morreu sem se converter não entrará no reino dos céus.
A Graça e a Paz de Deus e Cristo Jesus esteja convosco!

Diác. Joseval Oliveira
Imagem: Internet-Google imagens