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segunda-feira, 1 de julho de 2013

"O que é Sião? O que é o Monte Sião? Qual o significado Bíblico de Sião?"




Resposta: Salmo 87:2-3 diz: "o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó. Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!" Sendo citada mais de 150 vezes na Bíblia, a palavra “Sião” essencialmente significa “fortificação”. Na Bíblia, Sião é a cidade de Davi e a cidade de Deus. À medida que a Bíblia progride, a palavra Sião deixa de se referir à cidade física e passa a assumir um contexto espiritual.

A palavra “Sião” é mencionada pela primeira vez na Bíblia em 2 Samuel 5:7: "Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi." Sião, portanto, era originalmente o nome da fortaleza jebusita na cidade de Jerusalém. Sião passou a significar não só a fortaleza, mas também a cidade onde a fortaleza se encontrava. Depois que Davi capturou "a fortaleza de Sião", Sião passou a ser chamada de "a Cidade de Davi" (1 Reis 8:1; 1 Crônicas 11:5; 2 Crônicas 5:2).

Quando Salomão construiu o Templo de Jerusalém, a palavra Sião expandiu o seu significado para incluir também o Templo e a área ao seu redor (Salmo 2:6; 48:2,11-12; 132:13). Sião foi eventualmente usado como um nome para a cidade de Jerusalém, a terra de Judá e o povo de Israel como um todo (Isaías 40:9; Jeremias 31:12; Zacarias 9:13).

O uso mais importante da palavra Sião é em seu sentido teológico. Sião é usada figurativamente de Israel como o povo de Deus (Isaías 60:14). O significado espiritual de Sião continua pelo Novo Testamento, onde recebe o significado Cristão do reino espiritual de Deus, a Jerusalém celestial (Hebreus 12:22; Apocalipse 14:1). Primeiro Pedro 2:6: "Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado."



O Monte Sião, ou Har Tsion, do hebraico, em Jerusalém, foi o local de importantes acontecimentos bíblicos. Um deles foi quando o apóstolo Pedro negou Jesus por três vezes, na véspera da crucificação, próximo à casa de Caifás, sumo-sacerdote judeu (apontado pelos romanos para a função) que participou do julgamento e condenação de Cristo. Hoje, com uma cidade que mistura modernidade e edifícios históricos ao seu redor, o monte recebe peregrinos de todo o planeta, pois nele se encontram importantes locais como o Cenáculo (com a Tumba de Davi em seus porões) e o túmulo do empresário Oskar Schindler.

Na parte sudeste da elevação natural fica aquela que os estudiosos alegam ser a casa de Caifás, local em que Pedro negou Jesus por três vezes para se livrar da condenação (Leia Mateus 26). Próximo dali fica o Cenáculo, a construção bizantina erguida onde Jesus realizou com seus apóstolos a Última Ceia (abaixo). Sob a mesma sala onde se realizou o histórico jantar fica a Tumba de Davi, em homenagem a um dos maiores monarcas do povo judeu e do mundo.

O nome Sião (Tsion) designava uma antiga fortaleza dos jebuseus conquistada por Davi e seus guerreiros, onde o rei passou a morar e começou a construir a cidade ao seu redor sendo, portanto, a porção mais antiga de Jerusalém. Na Bíblia, a palavra também é citada metaforicamente, simbolizando tanto Jerusalém em geral como a Terra Prometida que Deus reservara para seu povo.

A leste da Cidade Baixa, é o ponto mais elevado de Jerusalém, assim como o Monte Moriá (onde ficava o Templo de Salomão original), pois ambos têm basicamente a mesma altura.

Na época de Jesus, a área era moradia das classes mais privilegiadas financeira e politicamente da cidade, representantes escolhidos pelos dominantes romanos. O palácio de Herodes ficava ali, na parte superior do morro, um enorme e suntuoso complexo arquitetônico com luxuosos edifícios, bosques, jardins e fontes. Junto ao palácio, ficava uma fortificação triangular, com imponentes torres em seus vértices. A primeira recebeu o nome de Fasael, irmão de Herodes que se suicidou quando preso por seus inimigos. A segunda, Mariana, em homenagem à esposa do rei, que ele mandou executar ao desconfiar de uma traição conjugal. A terceira foi chamada Hípico, em honra a um grande amigo do monarca. O forte era uma das obras arquitetônicas mais arrojadas da época. Quando o rei faleceu, as instalações foram ocupadas pelos governantes romanos e a corte formada pelos judeus que os representavam.

Hoje, aos pés do famoso monte, fica a Cinemateca de Jerusalém, com um dos mais importantes acervos de filmes de Israel e uma das sedes do maior festival de cinema do país. A entrada principal é feita pelo quinto andar ao nível da rua, com os outros descendo acompanhando o declive do terreno. Lá também é realizado anualmente o Festival de Cinema Brasileiro em Israel (à esquerda), uma das principais portas de entrada da cultura de nosso País para os israelenses.

Às vítimas e sobreviventes do Holocausto

No Monte Sião fica a Câmara do Holocausto, um pequeno museu dedicado à memória dos mais de 6 milhões de judeus mortos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, aberto ao público de domingo a quinta-feira. Não confundir com o grande Museu da História do Holocausto, o Yad Vashem, um labiríntico e enorme complexo no Monte Herzl, também em Jerusalém. Embora mais modesta, a Câmara, com seu famoso Salão da Velas, também atrai muitos visitantes (judeus ou não).

Outro ponto que atrai visitantes de várias procedências planeta afora é o túmulo do industrial alemão Oskar Schindler, famoso por salvar da execução cerca de 1,2 mil judeus durante a Segunda Guerra, empregando-os em suas fábricas. Na sepultura, várias pedras soltas são encontradas, deixadas pelos visitantes judeus em sua homenagem (um antigo costume). Sua vida foi adaptada para o cinema em “A Lista De Schindler” (1993), de Steven Spielberg, com Liam Neeson no papel do empresário. O filme ganhou sete Oscars, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Diretor

Fonte: Arca Universal- http://www.guiame.com.br/noticias/gospel/mundo-cristao/lugares-da-biblia-monte-siao.html
Imagem: Internet-Google imagens