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sábado, 10 de agosto de 2013

Quem foi o Profeta Isaías?


O Livro de Isaías

Isaías, cujo nome significa "Jahveh ajuda" ou "Jahveh é auxílio" Era filho de Amoz que pouco ou quase nada se sabe (Isaías 1.1; 2.1); exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado com uma esposa conhecida como a profetisa que foi mãe de dois filhos. No seu livro há algumas curiosidades que merecem ser consideradas, tais como: A Bíblia contém 66 livros; o seu livro também contém 66 capitulos. O Antigo Testamento contém 39 livros que retratam em Escritura hebráica a revelação do Senhor e a sua vontade pelas profecias e nos trabalhos espirituais do tabernáculo; Os 39 primeiros capitulos do seu livro, também são revelações enviadas por Deus sobre reis, o futuro do Messias e Seu povo.

Isaías era um aristocrata de nascimento, bem educado e por chamado divino tornou-se um proclamador dos oráculos de Deus Ele foi o instrumento escolhido por Deus em Jerusalém. Isaías era casado, dois de seus filhos são mencionados em seu livro: Um-Resto-Volverá e Rápido-Despojo-Presa-Segura (Is 7.3; 8:3). De acordo com a tradição, Isaías foi martirizado, tendo sido serrado pelo meio (cf. Hb 11.37).
Isaías exerceu seu ministério por um período de mais de quarenta anos, de 740 até depois de 701 a.C. A frase inicial de seu livro indica os reis que governaram Judá durante esse período:
Uzias (morreu em 740 a.C.), Jotão (750-731 a.C.), Acaz (635-715 a.C.), e Ezequias (729-686 a.C).
Esta foi uma época de grande agitação politica em decorrência do imperialismo assírio.
No reinado de Jotão ouve uma guerra entre Judá o os reinos unificados de Israel e Síria (a crise siro efraimita de 734-732 a.C.; Is 7-9). Nesta guerra, Acaz, rei de Judá, teve de enfrentar uma coalizão de forças de Peca, rei de Israel, e Rezim, rei de Arã ou Síria.
Acaz reagiu com medo e incredulidade. Ele recusou o sinal de Deus (7.10) e tentou encontrar uma solução politica.
Durante o reinado de Ezequias, Judá e diversas outras nações lutaram contra a Assíria de Senaqueribe (705-681 a.C.). Este rei devastou os territórios de Judá e sitiou a própria Jerusalém.
Mas, ao contrário de Acaz, Ezequias confiou no Senhor. Ele apresentou o seu problema diante de Deus em oração e confiou nas palavras que Deus proferiu através de Isaías (37.14-35).
Durante a segunda metade do século VIII, o profeta investiu contra o governantes em razão de sua hipocrisia (1.10-15), ganância (5.8), autossatisfação (5.11) e cinismo (5.19). Com esses pecados, eles estavam levando a nação à ruína moral. Deus levantou Isaías para anunciar o seu destino (6.11-13). Como Isaías havia predito, Israel foi exilado 722 a.C., e Ezequias escapou por pouco da destruição imposta pelos assírios (36.1-37.37).
O exílio de Israel na Babilônia forma o contexto do encorajamento aos aflitos que caracteriza o ministério de Isaías. Em uma brilhante serie de profecias de grande alcance, ainda que especificas, Isaías prediz a queda da Babilônia pagã (46.1-47.15) e a salvação do remanescente de israel. Mais de cem anos antes de Ciro assumir o reinado da persa, Isaías o anuncia pelo nome como o agente ungido por Deus para reconduzir o remanescente do seu povo de volta à terra (44.24—45.13). Isaías urge o remanescente a fugir da babilônia (48.20-21) Ele desafia o povo a renovar a sua lealdade ao Senhor ao voltar para sua terra (56.1-8) e a evitar os atos de deslealdade do passo (57.3-13).
Além dessa salvação imediata, Isaías ainda predisse a vinda de um Servo e Salvador muito maior do que Ciro. Este Servo anônimo traria justiça às nações (42.1-4), estabeleceria Israel numa nova aliança com o Senhor (42.5-7), se tornaria uma luz para os gentios (49.1-7) e levaria os pecados do seu povo (52.13—53.12). O Servo sofreria de livre vontade para conquistar essas vitórias, e Deus o recompensaria e o justificaria (50.4-11). O Novo Testamento identifica este Servo com Jesus Cristo, o Senhor encarnado.


DIFICULDADES DE INTERPRETAÇÃO

Por mais de dois séculos, os estudiosos têm discutido sobre a unidade de Isaías. Dados históricos, filosóficos e linguísticos foram levantados para comprovar que Isaías é o resultado de uma transmissão complexa que passou por diversas mãos. Em poucas palavras, eles dividem o livro em três seções, atribuindo-as ao Isaías de Jerusalém (caps. 1—39); a um profeta do tempo do exílio (Segundo ou “Dêutero-Isaías”, caps.40—55) ; e a um profeta pós-exílio (o “Terceiro Isaías”, caps. 56—66).
As variações de linguagem entre as divisões propostas para o livro podem ser devidas aos diferentes assuntos abordados, às mudanças de perspectiva ao ao amadurecimento pessoal do profeta. As semelhanças entre as três seções levaram muitos críticos a concluir que uma mão final unificou a obra. Esses elementos unificadores incluem a repetição de temas teológicos (Sião, a vinda de Deus, o representante davídico d a implementação do plano soberano de Deus), os nomes utilizados para Deus (“o Santo de Israel”, 1.4 e nota) e a mensagem unificada de julgamento e salvação. Os estudiosos conservadores defendem a compreensão tradicional de que o livro como um todo é obra de um só profeta, Isaías. A obra foi publicada sob seu nome (1.1), e o profeta é frequentemente mencionado no texto (2.1; 7.3; 13.1;etc.).

Outros livros do Antigo testamento que possuem múltiplos autores, como Salmos e Provérbios, indicam esse autores. Nada do que o livro afirma sobre a sua autoria aponta para mais de um autor. No Novo Testamento, o apóstolo João atribui as profecias de Is 6.10 e 53.10, supostamente provenientes do “Proto-Isaías” e do “Dêutero-Isaías”, a um só Isaías (Jo 12.38-41).
A critica moderna assume que um profeta se dirige apenas aos seus contemporâneos. Assim, argumenta-se que se os caps. 1—39 são endereçados à nação no Tempo da invasão assíria (. 740-700 a.C.), os caps 40—55 aos exilados na Babilônia (600-539 a.C.) e os caps 56—66 à comunidade dos que retornaram à terra (c. 539-500 a.C.), isto então mostra a voz de mais de um profeta.
Porém os profetas frequentemente convidam uma geração a serem participantes, pela fé, em uma salvação que se encontra num futuro longínquo. Por exemplo, embora a prosperidade de Israel se encontrasse ainda muito distante, Isaías ordenou ao povo desanimado: Alarga o espaço a tua tenda” (54.2).
O Antigo Testamento entende a comunidade da aliança como uma unidade histórica. Cada cidadão de Israel participa da história passada e futura da nação. Moisés dirigiu-se à geração nascida depois que seus ancestrais tinham feito a aliança com o Senhor no Sinai como se este tivesse vivido naquele momento (Dt 5.3)).
Os críticos assumem que a miraculosa, tal como a de indicar o nome de Ciro com mais de um século de antecedência ou predizer o nascimento de Jesus da virgem Maria, é impossível.
Porém a Bíblia reprova o naturalismo filosófico. Na verdade, Isaías repreende Acaz por esse tipo de descrença (7.10-13). Nos caps.40—55, o Senhor reafirma o seu domínio soberano sobre as nações exatamente através dos poderes dos seus profetas. Os profetas pagãos eram enganados por seus ídolos. Eles não podiam enfrentar o desafio do Senhor de demonstrar que as suas profecias passadas tinham se cumprido, tampouco podiam oferecer qualquer profecia confiável quanto ao que estava para acontecer (41.21-29). Em contrapartida, o Deus de Israel cumpriu as antigas profecias de Isaías com respeito à Assíria. Ele também predisse o futuro, chamando Ciro pelo nome. Isaías proclamava essas profecias sobrenaturais (41.21-29; 44.24—45.8) para deixar os descrentes sem desculpas (48.35)). As grandes profecias de Isaías sobre o sofrimento e a morte de Cristo sem dúvida respondem de forma decisiva à questão da profecia sobrenatural.

CARACTERISTICAS E TEMAS

Isaías serviu a Deus desempenhando o papel de promotor de justiça da aliança. A sua mensagem é constituida de acusações, condenações e julgamentos, pois ele declara a maldição de Deus sobre Israel, Judá e as nações (1.2-31; 13—23; 56—57;65). O relato autobiografico de Isaías do seu chamado para tornar-se um mensageiro da corte celestial do Senhor encontra-se no cap. 6. Quando Isaías foi convocado a representar a corte celeste junto à corte terrena de Jerusalém, ele descobriu, para sua própria consternação, que Deus não o estava enviando para salvar Israel, mas para endurecer os seus corações impenitentes (6.9-10). Isaías devia apresentar ao povo a acusação do Senhor de que eles eram infiéis e rebeldes (1.2-3; 31.1-3; 57.3-10). O povo de Deus havia se tornado como as demais nações em seu orgulho, sarcasmo e egoismo. Eles haviam pedido a perspectiva de justiça, de amor e de paz, características do reino de Deus e também estabelecer o seu próprio reino. O profeta também desempenha o papel de advogado. Ele exorta os piedosos a buscarem o Senhor, a aguardarem pelo reino de Deus, a experimentarem eles mesmos a paz de Deus e a responderem com fé aos novos atos divinos de redenção. A aliança do Senhor termina com bençãos sobre Israel, não maldições (Dt 30.1-10). Ao final, um remanescente piedoso sobreviverá ao julgamento.
A primeira parte do livro caps. 1—35, enfoca o julgamento de Deus sobre Israel através da Assíria; a segunda, cap. 40--66, o retorno do remanescente do exílio na Babilônia e sua libertação final no futuro distante (ver nota sobre 36.1—39.8 para uma conexão entre essas duas partes).
A segunda parte, como a primeira, inicia-se com uma visão da corte celestial. Isaías ouve furtivamente Deus enviando mensageiros para anunciar que o castigo de Israel já foi pago e que terá fim (40.1-8). A visão que Isaías tem do reino de Deus é grandiosa, pois inclui a historia da redenção desde os seus dias até a alcançar a plenitude da salvação. Ela abarca o exílio, a volta dos judeus do exílio, a missão, o ministério e o reino de Jesus Cristo, a missão e a esperança da igreja, o governo atual de Jesus sobre este mundo e a restauração de todas as coisas em santidade e justiça.
Isaías era mestre em sua língua e utilizou imagens e vocabulário muito ricos. Mas das palavras e expressões de que faz uso não são encontradas em nenhuma outra patete do Antigo testamento. As imagens retóricas do seu livro mostram que ele conhecia as tragedias da guerra (63.1-6), as injustiças da alta sociedade (3.1-17) e os fracassos da agricultura (5.1-7).
Isaías era um pregador de talento. Através de sua imaginação poética e estilo retorico, ele expôs a loucura de fiar-se nas estruturas humanas em contraste com a sabedoria de confiar no reino de Deus. Embora os infiéis insensíveis ao Senhor (6.10), os oráculos proféticos de Isaías levam os piedosos a responderem a Deus com reverência e louvor.

Fonte: Bíblia de Genebra
Imagem: Internet-Google imagens