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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Que Ligardes na Terra Terá Sido Ligado no Céu



Então, disse Jesus a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado no céu, e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 16:19).

A interpretação desse texto também tem sido, ao longo dos anos, assunto de discórdia entre evangélicos e católicos. A teologia católica ensina que, nessa promessa, Cristo instituiu o rito da absolvição.

Sem dúvida, nessa afirmativa Jesus parece estar outorgando a Pedro um tremendo montante de autoridade celestial. Mas, antes de admitir que isso tornou Pedro o primeiro papa, note que, depois de sua ressurreição, Jesus concedeu autoridade semelhante a todos os apóstolos: “Se de alguns perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; se lho retiverdes, são retidos” (Jo 20:23). Assim, parece que em Mateus 16 nosso Senhor estava falando a Pedro como representante de todos os apóstolos, e não a Pedro com exclusividade sobre os demais.

Mas observe que em Mateus 18:15-20, Jesus fez uma afirmação semelhante a respeito de “ligar e desligar”, no contexto de suas instruções aos discípulos quanto à disciplina na igreja. você recordará que Jesus instruiu aos discípulos que, se um crente em pecado não quer arrepender-se, após uma confrontação em particular, após um segundo alerta com a presença de uma ou duas testemunhas e após uma reprimenda pública pela congregação inteira, esse crente deverá ser tratado como “gentio e publicano” (Mt 18:17). Depois, Jesus lhes disse: “Tudo o que ligardes na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus” (v. 18).

Algumas verdades precisam ser consideradas nessa passagem.

Primeira: ela não se aplica somente a Pedro; nem mesmo se limita aos apóstolos. São instruções a todos os crentes.

Segunda: “ligar e desligar” nada tem a ver com a maneira como lidamos com espíritos malignos. Mateus 18:19 (“dois dentre vós concordarem... isso será feito”) não é uma instrução acerca de como se obter respostas à oração. Jesus estava dando instruções sobre como lidar com o pecado na assembleia dos remidos. O que está “ligado” é o pecado da pessoa impenitente; o que é “desligado” é a culpa da pessoa, quando esta se arrepende. Qualquer crente pode ratificar essas condições com base em como alguém reage à chamada ao arrependimento. A questão sobre a qual “dois dentre vós concordarem” refere-se a como lidar com o membro do rebanho que está em pecado. Jesus estava ensinando que a autoridade para lidar com o pecado é outorgada a qualquer assembleia, até mesmo uma pequena assembleia constituída de dois ou três reunidos em nome de Jesus (Mt 18:20).

Terceira: a fonte dessa autoridade é Cristo, não um substituto terreno – “Ali estou no meio deles” (v. 20). Jesus pessoalmente exerce o seu governar através da comunhão de crentes agindo de acordo com os princípios estabelecidos por Ele.

Quarta: nesta instrução de Jesus, nada implica em autoridade à parte da Palavra de Deus. Jesus não estava autorizando um governante a promulgar editos ex cathedra. Não estava concedendo a ninguém autoridade para, literalmente, amarrar e desamarar os outros. Certamente, não estava fazendo de Pedro o cabeça da igreja. A autoridade da qual Ele falou pertence a cada crente. Esta autoridade repousa no fato que temos a Palavra celestial a respeito de “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para Sua própria glória e virtude” (II Pe 1:3). Jesus estava comissionando Pedro e os outros discípulos a tornarem a mensagem do reino – a Palavra de Deus – a autoridade definitiva na vida das pessoas. Dessa forma deu-lhes as chaves do reino.

As chaves do reino são uma herança sagrada de Cristo à sua igreja. Aquelas chaves simbolizam a custódia da própria entrada ao reino. Ele colocou a igreja no mundo e ordenou que proclamemos o evangelho, de modo que permaneçamos como um farol que aponta o caminho para o reino. Se comprometermos a Palavra de Deus ou camuflarmos o evangelho, deixamos de ser esse farol e perdemos a única autoridade que temos para usar as chaves do reino! (John MacArthur, Com Vergonha do Evangelho, São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2010], 209-211).

Faz toda diferença compreender o texto bíblico dentro de seu contexto. Muitas guerras, disputas e lutas ideológicas poderiam ter sido evitadas, caso se levasse a sério o estudo consciente da Palavra de Deus. Contudo, o que se percebe, é que justamente no período em que menos pessoas tiveram acesso às Escrituras (Idade Média), é que os maiores abusos em nome da religião foram cometidos contra os que ousaram pensar diferente da igreja cristã dominante!

Embora hoje a realidade seja completamente outra, pois há Bíblias aos milhares (de fato ela continua sendo o Livro mais vendido do mundo...), nota-se um completo descaso às Suas instruções. Daí a razão de surgirem a cada dia mais e mais igrejas que torcem a bel-prazer seu significado para satisfazer seu gosto peculiar desprovido de santidade ou coerência espiritual!

Pensando nisso, algumas perguntas relevantes se fazem necessárias: usamos nós a Bíblia como deveríamos? Deixamos seus princípios nortearem nossa existência? Estamos sendo transformados? Caso qualquer das respostas seja negativa, algo está errado em nossa vida! Conhecendo a história, não cometamos os mesmos erros do passado...

Por: Moisés Móra - http://refletindopontocom.blogspot.com.br/2011/11/blog-post_09.html
Imagem: Internet-Goole imagens