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domingo, 11 de maio de 2014

Que não caiam por terra



1 Samuel 1-7

INTRODUÇÃO

Samuel é um personagem extremamente marcante da história bíblica. Ele desempenhou o papel de juiz, profeta e sacerdote para Israel.
Além disso, foi o personagem chave no estabelecimento da monarquia em Israel. Sua influência é tão grande que ele dá nome aos livros que narram a história da transformação de Israel em um reino, embora sua morte seja registrada no capítulo 25 do primeiro livro.

O ministério de Samuel ensina uma importante lição para o tema de nosso trimestre, a história da monarquia israelita. Nele aprendemos que os remos se erguem ou caem por meio da palavra de Deus. De fato, nada em nossa vida pode subsistir à parte dessa palavra. O reino de Israel é uma marcante demonstração do reino eterno de Jesus Cristo. Ao mesmo tempo em que manifestou a majestade do Rei da Glória, a monarquia israelita ilustra a dependência e a fraqueza dos seres humanos.

Samuel foi uma pessoa chave nesse contexto porque colocou sua vida a serviço do reino de Deus. Sua vida nos serve de exemplo e motivação. Através dela podemos perceber como homens comprometidos com Deus podem ser instrumentos da realização da vontade divina no ambiente corrompido da humanidade. Suas ações servem de parâmetro para nossas atitudes na igreja e na sociedade. Devemos almejar que estas palavras também sejam ditas a nosso respeito: "Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra" (1 Sm 3.19)


I. SAMUEL, UMA RESPOSTA DE ORAÇÃO (1.1-28)

Essa história inicia-se com a tocante aflição de uma mulher que, ainda que desfrutasse do amor de seu marido, não podia ter filhos.
Seu nome era Ana. Ela fazia parte de uma família religiosa. Seu marido, Elcana, descendente de Levi (lCr 6.33-34), ia anualmente ao tabernáculo do Senhor em Silo para adorar e sacrificar (I Sm 1.3). Ele oferecia sacrifícios pacíficos ou de gratidão. Nesse tipo de oferta parte da carne e dos bolos oferecidos eram devolvidos ao adorador para que ele celebrasse com uma refeição a comunhão restaurada com Deus (Lv 7.11- 21). Entretanto, Ana não podia se alegrar com sua família diante de Deus. Se ter filhos era uma bênção do Senhor, ser estéril... Além disso, Elcana tinha uma segunda esposa que, fazia questão de irritá-Ia e aproveitava essas ocasiões para lembrar que Ana não contava com o favor do Senhor (1 Sm 1.6-7). Para Ana ir à casa do Senhor era um tempo de irritação e choro.
Ela não tinha condições de participar daquela celebração festiva.

Certo dia, a amargura de alma de Ana, além do choro, fez com que ela orasse ao Senhor.
As lamentações deram lugar ao clamor, as queixas foram transformadas em súplicas. Ana orou pedindo um filho ao Senhor e fez um voto de que, se Deus a atendesse, esse menino seria consagrado ao Senhor por toda sua vida (1.10-11).

Aquela oração mudaria não apenas a vida de Ana, mas toda a história de Israel. Bendita a hora de oração! A partir daquele momento, Ana pode participar da refeição festiva e "o seu semblante já não era mais triste" (1.18). Como resposta à oração daquela mulher atribulada e aflita, nasceu Samuel, que significa: o nome dele é Eli (Deus). Esse nome lembrava que aquele menino era a resposta de um pedido ao Deus Todo-poderoso. O poder do Senhor é o tema do cântico de gratidão registrado no capítulo 2.1-10. Esse cântico prenuncia a chegada da monarquia messiânica (ungida) (2.10).

Ao responder a oração de Ana, Deus não estava apenas atendendo às necessidades pessoais de uma mulher israelita, Ele dava andamento ao seu glorioso plano. Aquele m'enino não pertencia a Ana, mas a Deus, para servi-lo por toda a vida. Que aplicação temos dado às respostas que recebemos às nossas orações? Eles têm sido dedicados à glória e ao serviço de Deus? Lembre-se que de dez leprosos curados apenas um retomou para dar glória a Deus (Lc 17.11-19).

II. SAMUEL E O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS (3.1-14)

Outro episódio marcante da vida de Samuel foi seu primeiro encontro com Deus e o modo como esse encontro moldou sua relação com a palavra divina.
Não há dúvidas que desde sua infância Samuel era um menino solícito. Não obstante ser noite e ele já ter se deitado, quando ouviu uma voz a chamá-lo, pensando que era o sacerdote Eli que o chamava, três vezes levantou-se prontamente para atendê-lo. Essa situação levou Samuel a aprender uma lição que seria valiosa por toda a sua vida. Entendendo ser o Senhor quem chamava o menino, Eli disse a Samuel: "Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve" (3.9).

Essa disposição marcaria toda a vida de Samuel: ouvir a palavra do Senhor e obedecê-la.
Somente homens com tal compromisso podem transformar a sociedade em que vivem. Que revolução aconteceria em nossos dias se os cremes respondessem como Samuel à Palavra de Deus!
Mas temos estado surdos. Ouvimos pregações, estudos, admoestações e conselhos aos montes, mas aproveitamos tão poucos. Resistimos, questionamos, rejeitamos os mandamentos do Senhor. Agimos como loucos sendo precipita dos no falar e tardios em ouvir (Ec 5.1-3; Tg 1.19,26). Temos muito a falar a Deus, mas separamos pouco tempo para ouvi-lo. Precisamos urgentemente seguir o exemplo de Samuel.

Essa disposição de ouvir a palavra de Deus foi fundamental em muitos momentos da vida de Samuel. Naquela noite, o que Deus tinha a dizer não era fácil de ser ouvido. A transformação que Deus começava a realizar em Israel começava com o juízo sobre a iniquidade da casa de Eli. O sacerdote sabia que seus filhos se fizeram execráveis e não os repreendeu (l Sm 3.11- 14). Embora temesse dizer essas coisas a Eli, chamado a falar, Samuel contou tudo e nada encobriu (3.18). Mais tarde, quando o pedido do povo por um rei desagradou a Samuel, foi em obediência à palavra de Deus que Samuel atendeu ao pedido e estabeleceu a Saul como rei (8.7- 9,22; 9.15-17). Também foi a palavra do Senhor que fez com que Samuel declarasse a rejeição de Saul (1 5. 10-11) e fosse à casa de Jessé para ungir o futuro rei (16.1-4,12-13).

Não é de se admirar que o efeito desse perseverante compromisso de Samuel com a palavra de Deus tenha sido a confirmação de Samuel como profeta do Senhor. O registro bíblico é marcante: "Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor. Continuou o Senhor a aparecer em Silo, enquanto por sua palavra o Senhor se manifestava ali a Samuel" (3.19-21).

Vemos que muito antes de estar unido sob uma monarquia, de norte (Dã) a sul (Berseba), Israel está unido sob a palavra de Deus proclamada por seu profeta. Essa descrição nos remete ao registro de Lucas 2.52 acerca de Jesus Cristo, a Palavra de Deus encarnada: "E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens".

III. SAMUEL EM MEIO À CRISE ESPIRITUAL (2.12-17, 22)

Não devemos pensar que tal compromisso foi algo simples para Samuel. Ele teve que enfrentar um contexto de grande corrupção e resistência à vontade de Deus. Isso pode ser visto na própria casa de Eli, o sumo sacerdote naquela época.

Os filhos de Eli, Hofni e Fineias, são descritos como "filhos de Belial e não se importavam com o Senhor" (2.12). Ao invés de consagrar as ofertas a Deus, tomavam para si o melhor dos sacrifícios: "o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes na mão; e metia-o na caldeira, ou na panela, ou no tacho, ou na marmita, e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim se fazia a todo o Israel que ia ali, a Siló." (2.13-14). Chegavam a ameaçar aqueles que insistiam em oferecer os sacrifícios conforme as prescrições de Levítico. Também eram promíscuos e se deitavam com as mulheres que queriam se dedicar a Deus no serviço do tabernáculo. "Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor" (2.17).

O próprio Eli falhou em seu papel como sumo sacerdote e como pai. Quando viu Ana orando, temerariamente criticou-a julgando que estava bêbada (1.13-14). Insensivelmente confundiu a amargura de alma de uma mulher com a embriaguez. Por outro lado, pouco fez para corrigir os seus filhos. Ele sabia de todos os pecados deles e que os mesmos eram merecedores da pena de morte (Lv 7.25). No entanto, ao invés de preservar a santidade do culto a Deus condenando seus filhos, limitou-se a alertá-los sobre o perigo da vida em pecado (2.22-25).
Por isso, Deus disse a Samuel: "Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu" (3.13). Deus já havia requerido de Eli uma posição mais firme, mas Eli se omitiu (2.27-36). Sua falta de atitude é tão marcante que diante do anúncio do juízo sobre sua casa, limitou-se a dizer: "É o Senhor; faça o que bem lhe aprouver" (3.18). Não houve lamento, arrependimento, pedido de perdão ou de misericórdia. O coração do sumo sacerdote de Israel parece duro como uma pedra.
O povo se mostrou supersticioso.
Quando foram derrotados pelos filisteus numa batalha, ao invés de recorrer a Deus em oração para ajuda-los, os anciãos mandaram buscar a arca da Aliança. Fizeram dela um ídolo, um amuleto de sorte. Esperavam que a arca os livrasse das mãos dos seus inimigos (l Sm 4.3-4).
Essa forma de paganismo foi reconhecida pelos filisteus. "E se atemorizaram os filisteus e disseram: Os deuses vieram ao arraial. E dizia mais: Ai de nós! Que tal jamais sucedeu antes. Ai de nós! Quem nos livrará das mãos desses grandiosos deuses? (4.7-8). É óbvio que tal prática não abençoaria a Israel. Os filisteus criaram coragem, derrotaram os israelitas, mataram os filhos de Eli que carregavam a arca da Aliança e tomaram-na para si (4.9-11).

Apesar desse contexto, Samuel não se desviou, antes manteve seu compromisso com o serviço e palavra de Deus. Vestia uma estola sacerdotal de linho e ministrava perante o Senhor.
Isso nos mostra que podemos viver uma vida consagrada a Deus, a despeito de toda a corrupção que vemos em nossa sociedade e de toda a falta de compromisso e indiferença com a obra de Deus que vemos na igreja. Na verdade, ainda que pareça muito difícil, esse compromisso com o serviço e a palavra de Deus é, antes de tudo, a nossa obrigação. Essencialmente ele faz parte do nosso chamado.

IV. SAMUEL E O PROCESSO DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL (7.2-4)

O desafio de Samuel e o nosso não é apenas manter-se imaculado no mundo, mas ser um instrumento de transformação do mundo em que vivemos. Nosso alvo é a propagação do reino de Deus. O texto de Samuel deixa claro que o reino de Deus não é fruto da ação dos homens.
Chamamos essa transformação da sociedade e da igreja, tradicionalmente, de avivamento ou reavivamento. O reavivamento espiritual que almejamos para nossa igreja e para nossa sociedade só pode ser realizado por Deus.

A. O reavivamento começa com o juízo

Não há vida espiritual sem santidade.
A morte dos sacerdotes, a derrota de Israel, o sequestro da arca da Aliança são atos do juízo que Deus anunciou através de Samuel. Uma clara condenação e rejeição do pecado são elementos necessários para o amadurecimento espiritual dos homens.

B. O reavivamento é o resultado da manifestação do próprio Deus

O sequestro da arca não significava o enfraquecimento do poder de Deus. O capítulo 5 de l Samuel mostra que Deus manifestou de tal forma sua glória na terra dos filisteus que estes temeram ao Senhor e devolveram a arca. O Senhor humilhou a crença dos filisteus fazendo duas vezes com que a estátua do deus Dagom caísse com o rosto em terra diante da arca. Também feriu os homens com tumores e os encheu de terror de morte. Assim os filisteus reconheceram o poder soberano do Deus de Israel e devolveram a arca confessando sua culpa e dando glória a Deus. A manifestação da glória de Deus não depende de homem algum. Ele faz o seu poder conhecido quando e como ele mesmo quer. Lembremos as palavras de Jesus: "Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão" (Lc 19.40).

C. O reavivamento se manifesta através da contrição e da mudança de vida

A devolução da arca da Aliança foi um momento de grande júbilo e de profunda tristeza em Israel. Ao ver a arca os homens se alegraram. Tomaram a madeira do carro que a trazia e sacrificam em holocausto as vacas que o conduziam. Os homens de Bete-Sernes ofereceram holocaustos e sacrifícios ao Senhor (l Sm 6.13-15). Apesar daquela manifestação de alegria, seus corações continuavam ímpios e os homens profanaram a arca olhando dentro dela.
Por isso, o Senhor fez morrer setenta homens daquela cidade e o povo chorou. Perceberam que também eles não podiam permanecer diante do Deus santo. Por vinte anos, toda a casa de Israel chorou e dirigiu lamentações ao Senhor (l Sm 6.19-7.2). Simples acontecimentos de vitória ou fracasso não podem substituir a tristeza segundo Deus que produz arrependimento: "a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte" (2 Co 7.10).

Nesse ponto a participação de Samuel é decisiva. Em vez de bajular o povo, a atitude de Samuel foi de confrontá-Io, denunciando seus erros. Ele lembrou que embora o povo chorasse diante de Deus, continuava mergulhado na idolatria, servindo a deuses estranhos e os astarotes. Eles lamentavam as consequências dos seus pecados, mas não os abandonavam para servir ao Senhor. A exortação de Samuel fez com que o povo abandonasse os baalins e os astarotes e passasse a servir somente o Senhor (1 Sm 7.3-4).
Homens prontos a anunciar o caminho da retidão e da justiça divina são peças fundamentais para apontar a verdadeira contrição e o arrependimento necessários para ter comunhão com o Senhor.

D. O reavivamento é um começo e não um fim

Conduzido por Samuel o povo fez confissão de seus pecados em Mispa. Ao enfrentar os filisteus os filhos de Israel pediram a Samuel que intercedesse por eles diante do Senhor e, na vitória, reconheceram a mão do Senhor (I Sm 7.6-13). Em todos os dias de Samuel, Israel não foi mais ameaçado pelos filisteus. Uma grande mudança havia acontecido, mas isso era apenas o começo. O plano de Deus era estabelecer o seu rei em Israel. Uma evidência disso é que a arca da Aliança ainda permaneceu por muitos anos em Quiriate-Jearim até que Davi se consolidasse como rei e a levasse para Jerusalém (l Cr 13.1- 6). Há em nossos dias, muitos buscando pelo avivamento, mas pouco se fala o que acontecerá com a igreja e com o mundo quando o avivamento vier.

CONCLUSÃO

O processo de transformação da sociedade de Israel em um reino não começou com um rei, mas com uma mulher pedindo ao Senhor que lhe desse um filho. Mesmo em momentos mais tristes de corrupção, Deus realizará a sua obra através de pessoas que o busquem verdadeiramente e o sirvam de coração. Aqueles que se dispuserem a ouvir e atender à Palavra do Senhor, não só sobreviveram ao juízo divino, como também serão instrumentos do reavivamento e restauração do povo de Deus.
Acima de tudo, devemos lembrar que Deus está no controle de toda a história, realizando seu glorioso plano redentor.


APLICAÇÃO

Reflita sobre o estado de sua vida espiritual. Deus tem sido seu refúgio nas provações?
Você tem encontrado paz dirigindo a Deus as suas súplicas? Tem sido um servo fiel e obediente à Palavra do Senhor? Ou tem permitido que pecados se instalem em sua vida e na vida de sua família? O que é reavivamento para você? O arrependimento e a mudança de vida fazem parte dele? E o que você espera que aconteça quando o reavivamento vier?

Fonte: Revista do Aluno-Os Reis Hebreus
Imagem: Internet-Google imagens