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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Jesus Cristo, o enviado de Deus



" ... eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste”(Jo 17.8).

O sentido do verbo crer é o de estar totalmente persuadido, convencido.
Essa persuasão é resultado do conhecimento experimental. Os discípulos receberam e conheceram a Palavra encarnada (Jesus Cristo) e a palavra por ele transmitida; por isso creem; estão totalmente convencidos de que Jesus Cristo é o enviado de Deus.
Os discípulos creram na procedência do Filho partindo da Palavra que eles receberam do Senhor. Na realidade, eles foram convencidos pelo testemunho de Cristo; não foi algo mágico, antes, foram persuadidos.
Não existe vida cristã sem a convicção de quem é Jesus Cristo e de sua procedência. Por não conhecer o Pai o mundo não reconheceu no Filho o seu enviado. Os discípulos, por graça, tiveram uma percepção especial (Jo 17.25).
Jesus Cristo enfatiza a importância da fé alicerça da na certeza de que o Pai enviou o Filho. A questão então é: por que é necessário crer que o Filho é enviado do Pai? Jesus ressalta a importância dessa convicção durante a sua oração antes de ressuscitar a Lázaro (Jo 11.41-42).
Retomando à questão, vejamos alguns motivos:
1) No envio do Filho Deus demonstra ser o Senhor que dirige a História. Aqui devemos afirmar basicamente a preocupação de Deus conosco. O nosso Deus não é o Deus dos deístas, distante de nós, como se o mundo fosse apenas um relógio que funcionasse autonomamente. Antes, Jesus Cristo nos diz que seus discípulos creram no seu testemunho de que Deus o enviou ao mundo. Deus age na História e o maior de todos os eventos foi a vinda de Cristo. Indicando o pleno e total controle de Deus sobre a História, Paulo resume: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (GI 4.4).
Por isso é que, sem a Pessoa de Cristo, a História permanece como um enigma para todos nós. Jesus Cristo é o centro não apenas do calendário; ele é de fato o centro significativo da História (GI 4.4), assinalando que o evento histórico central aconteceu: o tempo se cumpriu. 
O evento de Cristo, como fato inconteste, dá significado histórico ao nosso hoje existencial; à esperança dos que o antecederam em sua peregrinação (Hb 11) e à nossa esperança, que se fundamenta na vida, morte e ressurreição de Cristo, conforme o registro inspirado do evangelho (1 Co 15.1-19).
2) No envio do Filho vemos o amor Salvador do Pai. Jesus Cristo é a prova mais evidente de que Deus nos ama (Jo 3.16-17/1 Jo 4.9-10,14). Crer na procedência do Filho significa aceitar o amor do Pai.
3) No enviado de Deus vemos o modelo de obediência perfeita. Em Cristo, portanto, temos o modelo de obediência que o Pai requer de nós. A obediência de Cristo é um testemunho de que o Pai lhe enviou (Jo 3.34; 5.36). 
4) É impossível crer no Pai sem crer no enviado. Ninguém de fato pode alegar ter fé em Deus, sem crer em Jesus Cristo (Jo 6.29).
5) Rejeitar o enviado equivale a rejeitar quem o enviou. Por crerem no Filho, os discípulos creram também no Pai. Rejeitar o enviado significa rejeitar quem o enviou (Lc 10.16).
6) A verdadeira paternidade de Deus. Somente em Cristo podemos ter uma relação pessoal com o Pai e somente pelo Pai reconhecemos o Filho, o enviado. Aos judeus, tão ciosos de sua filiação genética de Abraão, e de sua filiação divina, Jesus lhes expõe o seu engano. "Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou" (Jo 8.42). A nossa filiação divina tem como ingrediente fundamental a aceitação do Filho. Os filhos de Deus são os que creem em Cristo (GI 3.26).

ALGUMAS APLICAÇÕES

1) Vida eterna: A vida eterna está diretamente relacionada ao crer em Cristo; o enviado do Pai (Jo 17.3). Não há vida eterna sem a fé em Cristo, o enviado de Deus.
2) Missão da Igreja: A missão da Igreja inspira-se na missão conferida pelo Pai ao Filho. A oração de Cristo em favor da igreja é para que esta, no cumprimento de sua tarefa, seja um instrumento divino para que o mundo creia (Jo 17.18-21).
Após a ressurreição, Jesus Cristo estabelece a conexão entre a sua vinda e a missão de seus discípulos que lhes seria outorgada:
"Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20.21).
3) Na unidade da Igreja, o Filho seria reconhecido pelo mundo como aquele que é amado e enviado do Pai (Jo 17.22-23).
4) A História é regida por Deus que age por meio dos meios ordinários e extraordinários para cumprir o seu propósito glorioso. Jesus Cristo, o enviado de Deus, é o próprio Deus que confere sentido à História e à nossa existência. No final, na consumação da História, nós seremos glorificados nele e ele será glorificado em nós e por nós (Jo 17.10/2Ts 1.10-12).
5) Não podemos ter uma fé vaga a respeito de quem é Jesus Cristo. A pergunta que continua a ressoar e cuja resposta faz toda a diferença se somos ou não cristãos é: "Mas vós .... quem dizeis que eu sou?" (Mt 16.15).

O Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa integra a equipe de pastores da 1ª IP de São Bernardo do Campo, SP
Imagem: Internet-Google imagem