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sábado, 5 de setembro de 2015

Crentes Beranos

O apóstolo Paulo conheceu os bereanos em sua segunda viagem missionária. Atos chama os judeus bereanos de "mais nobres" do que os de Tessalônica," porque eles se preocuparam em conferir nas Escrituras tudo que Paulo pregava. Muitos homens e mulheres de alta posição daquela sociedade se converteram a Cristo. Até hoje, destacamos a nobreza dos bereanos quando queremos exortar as pessoas a conferir na Bíblia Sagrada o que estão ouvindo por boca dos pregadores.
Certamente, se houvesse uma aferição mais interessada de tudo que se ouve a respeito o evangelho e sobre o próprio Deus, não estaríamos vivendo um sincretismo religioso tão aguçado e, com certeza, não nos sentiríamos tão envergonhados com o fato de a fé evangélica ser tão mal representada em nosso país.
Algumas pessoas poderiam pensar que o sincretismo é algo positivo. Mas, efetivamente, não o é. O sincretismo gera uma espiritualidade rasa trazendo confusão à mente e perturbação ao coração.
Talvez um bom exemplo de sincretismo seja Elimas.
A Bíblia diz que ele era judeu, mágico, falso profeta e atendia pelo nome de Barjesus. Como judeu ele conhecia a sua forte tradição religiosa. Obrigatoriamente ele conhecia as leis de Moisés e todos os usos e costumes da religião judaica. Também era um mágico. A magia era a prática de ocultismo e proibida pela religião judaica. Eliu mas era um falso profeta, atrevia-se a falar em nome de Deus. Finalmente, para completar seu sincretismo, ele atendia pelo nome de Barjesus, ou seja, filho de Jesus. Ele era de tudo um pouco, ou, do pouco, queria ser tudo. Paulo o chamou de filho do diabo, cheio de todo o engano e malícia, inimigo de toda a justiça e que tentava perverter os retos caminhos do Senhor.
Tais palavras revelam a interpretação do que é o sincretismo religioso. Deus confirmou as palavras de Paulo, fazendo com que névoa e escuridade caíssem sobre aquele homem. O resultado foi uma cegueira total, ainda que não definitiva. Ele ficou cego por algum tempo.
Em nossos dias percebemos a triste realidade de que sobrevive o sincretismo religioso. Algumas instituições religiosas fazem crescer o número de seus membros tendo como principal estratégica a mistura de fé, doutrinas, crenças e crendices. Nelas se percebe um verniz de cristianismo, à medida que falam em nome de Jesus e usam a Bíblia; mas também mostram espiritualismo com linguagem, vestimentas e práticas de ocultismo. Um espiritismo evangélico, como se isso fosse possível. Percebe-se também uma espécie de neocatolicismo com suas táticas pagãs atribuindo poder aos objetos de uso litúrgico, novenas e procissões.
Em meio a tanta confusão algumas pessoas simplesmente se desencantam com as instituições religiosas. Pensam que são todas "farinha do mesmo saco". Para muitos, isto tem sido constrangedor. Não por se envergonharem de Cristo, mas se envergonham das instituições religiosas que pretensiosamente se autodenominam igrejas.
A Igreja conforme o conceito bíblico é UNA, CATÓLICA e APOSTÓLICA. Como um corpo humano, assim é a Igreja. Um só corpo, com muitos membros, possuindo uma só cabeça. Católica por ser universal. Ela não é propriedade de um povo específico. Não importa a localização, o idioma ou a cultura. Onde estiver um discípulo de Jesus, ali a Igreja está presente. A Igreja é apostólica, ou seja, baseada na doutrina dos apóstolos de Cristo Jesus. O fundamento que não pode ser alterado. O fundamento é Jesus Cristo, a Rocha, a Pedra principal.
Não existe uma verdade para cada um. Uma moral para cada um, conforme a interpretação dominante. Deus é verdadeiro, e mentirosos todos os homens. A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e são desprezíveis todas as outras regras de fé e prática. Por pensar diferente disso, pessoas alimentam o sincretismo religioso como um bicho de estimação, resultando numa igreja muito mais parecida com o Elimas ou, Barjesus, do que Bereana, nobre e que quer saber, pelas Escrituras Sagradas, qual é a verdade.
Conferir tudo nas Escrituras é a cura para a fé cristã da atualidade. Caso contrário, faremos parte de instituições religiosas sincréticas que, em nome da tolerância e com vistas ao crescimento, abrem mão da verdade bíblica.

Por: Rev. Ricardo Mota – O Rev Ricardo Mota é executivo da APECOM
Imagem: Internet-Google imagens