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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Para quem e por que Deus criou todas as coisas?


Criados para louvor da glória de Deus – Sl 19

Queridos, os Salmos são o hinário de Israel, conforme Deus lhes deu, pela sua graça, para lhes lembrar a sua lei e as maravilhas que ele fez no meio do seu povo. As letras dos salmos foram inspiradas pelo
Espírito Santo. Logo, os verdadeiros crentes não terão nenhuma dificuldade em perceber que essa ideologia moderna infiltrada na Igreja, de que os cânticos bíblicos, os cânticos dos Salmos estão ultrapassados, não passa de mais uma artimanha de Satanás para afastar o povo cada vez mais do conhecimento de Deus.

Como podemos facilmente constatar, os cânticos modernos, os chamados cânticos gospel, na sua grande maioria não têm teologia, e expressam pouco ou nenhum conhecimento da lei de Deus, ou do evangelho do Senhor Jesus. Por isso, aqui em nossa igrejinha nós preferimos cantar os Salmos, ou cânticos cujas letras sejam extraídas da Bíblia, e que expressem conhecimento da revelação de Deus para os seus eleitos.

Este salmo que lemos tem por título “a excelência da criação e da palavra de Deus”, mas esse título, que não faz parte do salmo, não expressa exatamente aquilo de que o salmo trata. O salmo trata do louvor e da glória de Deus na sua criação, na sua lei, e no reconhecimento destas coisas. Foi para isso que Deus criou todas as coisas: para o louvor da sua glória, inclusive e principalmente, o homem criado à sua imagem e semelhança.

Pois bem, vamos aprender com o salmista Davi. O salmo começa nos mostrando como a criação, os céus, o firmamento, o dia, a noite, os astros, as estrelas, o sol, enfim, toda a criação, mesmo sem emitir sons inteligíveis, louvam e glorificam o Senhor Deus, seu criador (vv.1-2).

Sem nenhuma dúvida, como podemos verificar ao longo do salmo, Davi não está nem de longe pensando na excelência da criação, como o título do salmo sugere, mas no louvor da glória de Deus expressado pela sua criação, mesmo pelos seres criados sem a possibilidade de falar, de expressar com palavras o louvor da glória de Deus. Que coisa maravilhosa!

Por que eu chamo atenção para o fato de que o salmo não trata da excelência da criação? Porque quando passamos a admirar a criação, tendemos a valorizá-la e a louvá-la mais do que ao criador, e isso já uma tendência natural do homem pecador.

O que precisamos ver neste salmo é que, mesmo que a criação não tenha linguagem, não tenha palavras, e não emita nenhum som inteligível, por toda a terra se ouve o seu louvor a Deus, o seu criador (vv.3-4). Ah! Irmãos, como isso deveria nos deixar humilhados diante de Deus. Nós, os seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, os únicos seres agraciados com a capacidade de expressar com palavras as maravilhas de Deus, somos exatamente os que negligenciam o louvor da sua glória.

No momento em que vemos o salmista declarando que os elementos naturais criados, mesmo sem linguagem, louvam Deus, não podemos deixar de refletir sobre a nossa inadequação como adoradores, sobre a nossa perversidade, sobre como estamos distantes da vontade Deus, o nosso criador. Como acusa o hino que cantamos, enquanto todos os elementos naturais cantam um hino ao Senhor, e tu, pecador que vagueias, que fazes ao teu criador? Não achas momento em que cantes um hino de glória ao Senhor? E sabem por que o pecador não canta um hino de glória ao Senhor?

Porque, como também podemos ver no salmo de Davi, mesmo que o pecador possa admirar as manifestações maravilhosas da natureza, ele jamais poderá discernir que tais manifestações são um hino de glória ao Senhor. É preciso algo mais da graça de Deus. Por isso, o salmista Davi passa a falar da lei de Deus, a sua revelação especial aos seus eleitos, motivo para louvá-lo e glorificá-lo com mais entendimento e mais alegria (vv.7-10).

A lei do Senhor, que na época de Davi serviu de aio para levar o povo de Deus a Jesus Cristo, agora também contempla e é contemplada nos evangelhos e nas cartas apostólicas. Portanto, toda a Bíblia, toda a lei do Senhor restaura a alma. Como o salmista diz em outro salmo, mesmo diante das maiores dificuldades, o que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica (Sl 119.50). Toda a Bíblia, toda a lei do Senhor dá sabedoria aos símplices. Nos vv. 98 a 100 do mesmo Sl 119, o salmista afirma que a lei de Deus o torna mais sábio do que os mestres, mais entendido do que os idosos.

Toda a Bíblia, toda a lei do Senhor alegra o coração e ilumina os olhos. No v.11 do mesmo Sl 119, o salmista diz: guardo no coração a tua palavra para não pecar contra ti. Nada deve nos alegrar mais do que saber que estamos fazendo a vontade do Pai. Novamente, no v.115, vemos que a palavra nos ilumina os olhos, no momento em que é lâmpada para os nossos pés, e luz para o nosso caminho. Como é bom saber que estamos andando nos caminhos do Senhor, fazendo a sua vontade, para louvor da sua glória.

Irmãos, como podemos ver neste Salmo, somente quando somos agraciados com a revelação da vontade de Deus, conforme ele nos deu na sua lei, então nós seremos capazes de apreciar o hino de louvor cantado pelos elementos naturais criados por ele. Somente quando somos agraciados com a revelação da vontade de Deus, conforme ele nos deu na sua lei, então nós seremos capazes de meditar, de refletir em como nós temos sido negligentes com o louvor da glória de Deus, exatamente nós, os seres humanos criados à sua imagem e semelhança.

Então, sabendo destas coisas, resta-nos reconhecer, como o salmista Davi, que a lei de Deus serve para nos admoestar (v.10). Serve para nos ajudar a discernir as próprias faltas, para nos humilhar diante de Deus, e clamar pela sua graça, no momento em que entendemos que, diferentemente de toda a criação, que sequer tem linguagem inteligível, nós nem sempre cantamos um hino de glória ao Senhor, como toda a natureza proclama.

Ao contemplar a criação, ver e ouvir o seu louvor à glória de Deus, entendendo estas coisas pela lei de Deus, e admirando as suas maravilhas, não podemos deixar de orar ao Senhor, como o salmista Davi, clamando para que ele nos absolva das faltas ocultas, e que nos livre de ser dominados pela soberba, a fim de que nos apresentemos irrepreensíveis diante de Deus (vv.12-13).

Ah! Irmãos, como o salmista Davi conhecia o nosso Deus! Ele era capaz de identificar o louvor da sua glória na criação; ele era capaz de identificar o louvor da sua glória na lei, e, por causa disso, não podia deixar de irromper em louvor da glória de Deus, em oração, por saber que Deus era o seu criador e o seu redentor (v.14).

Precisamos aprender com o salmista Davi, um servo usado por Deus para pastorear o seu povo eleito, para nos ensinar, a fim de que possamos orar ao Senhor com intimidade, sabendo que, mais do que os elementos naturais da criação, pelo conhecimento da lei de Deus, e pelo meditar do nosso coração, possamos proferir palavras que sejam agradáveis ao Senhor, palavras que sejam a expressão da verdadeira adoração de pessoas criadas para o louvor da sua glória. Amém.

Fonte: www.ip13demaio.org/site/?P=2945
Imagem: Extraída da Internet